Cuidado com o vício em Links Patrocinados

Investimento em links patrocinados já não é novidade para nenhuma empresa. O fortalecimento e abrangência de canais como Google, Facebook, Linkedin e outros trouxeram diversas facilidades para quem quer consumir conteúdo na internet, e ainda mais opções para anunciantes que querem encontrar seu público online.

Até aí, nada muito diferente dos veículos mais antigos, tais como televisão, revista, rádio. Eles produzem conteúdo, conquistam o público e o anunciante paga para ter acesso a essa audiência.

Só que, ao mesmo tempo que a mídia online trouxe melhorias em relação a esses veículos, ela também traz o problema de criar dependência desse investimento.

Porque isso acontece? E como evitar o problema? Vamos falar a respeito!

Democratização da mídia online

Democratização da mídia online

Você já sabe que estamos na era da informação. Vivemos num momento em que toda e qualquer empresa ou pessoa consegue estudar, descobrir e fazer o que quiser no ambiente digital. Isso faz com que qualquer empresário possa usar os canais à disposição para vender produtos, sejam esses canais redes sociais, email-marketing, buscadores e outros.

Qualquer empresa sabe que precisa estar no Google. E também no Facebook. E também no Instagram. E muitas delas também já sabem que a coisa toda não é um bicho de sete cabeças. Você paga por clique, as pessoas clicam, vão para o seu site e compram seus produtos. Simples né?

E melhor ainda, a maioria dessas ferramentas ensina como fazer isso sem depender de ninguém, nem de agência, nem de profissional qualificado.

Tudo isso apresenta um cenário muito interessante: pague e você terá visitas no site e vendas. Simples, direto e objetivo. Sem complicação para o empresário.

Só que esse raciocínio pode criar problemas que nem sempre estão visíveis no começo do processo:

Você está alugando visitas, não está conquistando.

Links patrocinados funcionam de forma muito simples. Quando a pessoa busca por uma palavra-chave que você escolheu, o seu anúncio aparece. Em canais como Facebook e Linkedin, sua oferta pode aparecer também sem uma busca, baseada no seu perfil.

Isso quer dizer que você está pagando ao canal para mostrar sua empresa. E ao ser mostrado, gera interesse e gera visitas.

Mas e quando você parar de pagar? Puff. Acabam as visitas, acabam os cliques e acabam as oportunidades de negócio.

Links Patrocinados não são ruins

Links Patrocinados não são ruins

Você já deve estar pensando “Pô, então preciso de parar de investir? Como vou ter resultados? Como vou conquistar visitas?”

Não me entenda mal. Links patrocinados não são um vício horroroso ou uma prática ruim. Eles são relevantes, têm seu espaço e geram retorno por uma questão muito simples:

Conquistar visitas não é fácil.

Por isso, sim, você vai precisar de links patrocinados para começar. Eles vão ajudar a criar a sua presença online, a testar chamadas de produtos, a aumentar as suas vendas. Vale sim investir neles.

Esse tipo de estratégia será bastante útil quando você precisar lançar um produto no curto prazo, testar a efetividade de uma promoção ou mesmo começar a ter visitas antes de 3 meses. Como a autoridade leva tempo, em muitos casos os Links Patrocinados trazem bons resultados.

Mas ainda assim, a discussão do vício persiste. Dependendo de como você aplica os Links Patrocinados na sua estratégia, eles podem ser ruins – e você precisa ficar de olho nisso.

Como começa o vício

Como começa o vício

Já descrevemos o cenário aqui: você começou o seu negócio online, fez o seu site, apresentou os seus produtos. Agora precisa ser achado, precisa que as pessoas encontrem seu site, façam cotações, liguem, comprem. A solução mais rápida e eficiente? Links Patrocinados.

Se você tem um site bacana e a apresentação dos seus produtos é bem feita, o retorno é mais rápido. Começam as visitas, as vendas e o lucro. Sensacional!

E aí você pensa: “vou colocar mais dinheiro e vender mais!”. Aqui a coisa começa a ficar arriscada. Claro, quem não arrisca não petisca, mas você precisa encontrar o limite, sempre.

Aí você começa a colocar mais dinheiro. Vai de mil reais a dez mil reais por mês, mais visitas, mais vendas. E de repente, a questão não é mais se o seu produto é relevante, se o seu site é bom, se o seu conteúdo resolve o que o usuário está buscando. A questão é quanto você paga para o canal. E quer saber? Várias outras empresas começam a pensar da mesma forma. E o custo por clique vai subindo. E a sua rentabilidade? Puff.

Então você resolve parar e pensar: “Vou parar de pagar esse negócio. Vou investir em outra coisa”. E você para de pagar. E as visitas param, e as vendas cessam. E aí não existe opção que não seja voltar a investir em links patrocinados.

Esse é o vício.

Numa analogia grosseira, considere que você não consegue mais dormir e começa a tomar um remédio para ter esse efeito. Você escolhe um remédio forte, que vai dar efeito rápido e imediato. E então o sono vem e é maravilhoso. Mas depois seu corpo vai construindo tolerância e você precisa aumentar a dose. E você vai aumentando. E de repente você percebe que, sem o remédio, não dá mais pra dormir. E como qualquer medicamento, ele tem efeitos colaterais. Sim, é o mesmo vício. A mesma dependência.

E, embora pareça aquele cenário de “fazer o que?”, dá pra sair dessa. Mas talvez seja melhor prevenir do que remediar.

A questão é simples (mas não é fácil): Você precisa conquistar visitas, não alugá-las (ou, no caso do remédio pra dormir, você precisa aprender a controlar seu corpo).

Entra o SEO (Search Engine Optimization)

Entra o SEO (Search Engine Optimization)

Essa é a hora que algumas pessoas vão torcer o nariz. Não há dúvidas, SEO não é novidade e todos que trabalham com marketing digital sabem do que se trata.

Mas muitos ainda vêem SEO (ou colocar seu site no Google, ou melhorar seu ranking, ou te posicionar na busca orgânica, o que você preferir) como algo muito técnico, coisa da TI, ou mesmo acham que o site ser bem indexado é problema do Google, não da empresa.

Só que os princípios de SEO são mais simples do que parecem (os conceitos, claro), e você precisa ficar por dentro deles. Porque é o SEO que vai manter seu vício sob controle.

Essencialmente, táticas de SEO serão aplicadas para deixar seu site visível na busca orgânica, que é a parte da busca não paga dos buscadores. Ou seja, se uma pessoa buscar por uma palavra-chave, você não precisa pagar para aparecer. O Google (ou outro buscador) vai informar ao usuário que você é relevante sem você precisar pagar por isso.

Uma analogia simples: digamos que alguém te peça uma indicação de restaurante em uma região. Você consegue indicar dois. Um onde você já foi e gosta da comida. O outro você nunca foi, mas o restaurante te paga para gerar indicações. Você, como um cara ético (o que o Google busca ser também) vai oferecer as duas opções, mas vai deixar claro para o seu amigo que uma delas você conhece e a outra só te pagou para você indicar.

É isso que acontece quando alguém faz uma busca no Google. O buscador oferece a opção orgânica (que não pagou, e que o próprio Google classificou como relevante) e a opção paga (que pagou, e que o Google não garante que tem a melhor resposta para sua pergunta).

Ou seja, escolha simples! Você prefere ter visitas porque é referência (autoridade) ou ter visitas porque paga para o Google (ou outra ferramenta de Links Patrocinados)?

Em termos táticos:
-Links patrocinados > pague por visitas
-SEO > conquiste visitas

Mas tenhamos calma. Se você conhece SEO, sabe que não é simples assim. Convencer o Google que eu sou autoridade? Sim, sim. Aqui entra a dificuldade de evitar a dependência.

Porque é difícil largar o vício

Porque é difícil largar o vício

Se você concordar com tudo que leu até aqui, provavelmente irá pensar que o negócio é focar em SEO. Focar em autoridade. Focar em conquistar visitas, não alugar visitas.

O princípio é simples. Mas a execução não é fácil. Pense em uma autoridade de mercado que você conheça. Qualquer uma. Bill Gates, Steve Jobs, Michael Jackson, Cristiano Ronaldo. Todos eles reconhecidos. Mas quanto tempo levou? O quanto eles tiveram de ralar para chegar lá?

Isso não muda na busca online. O Google quer entregar para o seu usuário o melhor resultado de busca. E se a sua empresa é o melhor resultado, você precisa provar isso, precisa conquistar essa autoridade.

Como fazer isso? O objetivo do post não é entrar em detalhes técnicos sobre SEO (teremos mais posts sobre isso), mas em termos gerais, você deve se ancorar em algumas premissas:

Autoridade

  • seu site atrai um número consistente de visitantes?
  • qual sua posição no Google?
  • quantos links apontam para o seu site atualmente?
  • o conteúdo é robusto e atende aos visitantes?

Experiência

  • seu site é amigável?
  • qual a velocidade de carregamento do site?
  • como é a versão mobile?

Tecnologia

  • o código do site é bem-feito?
  • o robô do Google encontra o seu site?
  • o site é seguro?

Depois de fazer isso tudo, você ainda precisa acompanhar seu posicionamento e ver se surtiu efeito. E testar, produzir mais textos, melhorar seu site e melhorar o código, porque o Google quer te ajudar – mas a prioridade dele é o usuário. Se você não deixar sua presença adequada para o usuário, os buscadores não irão ficar do seu lado.

Por isso é difícil largar o vício. Você pode ignorar isso tudo e simplesmente fazer Links Patrocinados. O retorno vem rápido, direto e objetivo.

Mas essa dependência custa caro. E para simplificar, vamos fazer uma conta de padaria:

Vamos dizer que você vende sapatos:
-valor médio de uma venda: R$ 100,00
-palavra-chave: sapatos femininos
-média de buscas por mês para a palavra: 110.000 (dados do Google)
-valor médio de um clique: R$ 0,64 (dados do Google)
-sua taxa de conversão – visitas x vendas: 1% (estimativa de mercado)
-seu investimento: R$ 1.000,00
-cliques com esse investimento: 1.562
-vendas com esse investimento: 15 (R$ 1.500,00)
-seu retorno de investimento: 1,5 vezes

Quer vender mais? Só aumentar a verba! Quer atingir todas as 110.000 pessoas que fizeram a busca? Só aumentar a verba!

Na prática, a evolução do seu investimento em Links Patrocinados, de forma simplificada, seria:
Links patrocinados - gráfico de evolução

Vamos considerar um cenário de investimento em SEO. Onde o seu retorno irá depender da sua autoridade e consequente visibilidade no Google, e não de quanto você paga.

Alguns números para a conta de padaria (simplificando, claro):
-evolução de visitas por mês (sem investir em mídia): 1.000 visitas
-sua taxa de conversão – visitas x vendas: 1% (estimativa de mercado)
-investimento base em SEO por mês (estimado): R$ 5.000,00

Já nesse cenário, o gráfico vai assim:
SEO - gráfico de evolução

Qual a grande diferença dos dois gráficos?

É muito simples. O custo por aquisição. Se você investe só em links patrocinados, observe que o seu resultado só irá crescer se você investir mais. Isso, claro, é uma verdade absoluta no capitalismo. Sem investimento você não cresce.

Só que, para tracionar o seu negócio, esse custo precisa cair. A autoridade do seu negócio precisa engrenar para ela também ajudar nas vendas. Imagina se uma marca consolidada (tipo a Coca Cola) dependesse só de publicidade para vender?

Já com o SEO, você começa perdendo, mas o seu custo irá variar muito menos, principalmente no primeiro ano. Isso vai acontecer porque você estará investindo em autoridade, não em mídia.

Então devo parar de fazer mídia paga?

De jeito nenhum! Você já viu grandes marcas, consolidadas, com dezenas e centenas de anos de mercado parando de investir em mídia? Não. Links patrocinados são relevantes sim, mas o investimento precisa ser dosado, trabalhado junto com o SEO e com várias outras frentes de marketing digital.

E existem sim pontos dos Links Patrocinados que o SEO não irá conseguir resolver. Testes rápidos, campanhas relâmpago, segmentações mais objetivas. Isso tudo a mídia paga oferece, e você não deve abrir mão desses benefícios.

Para crescimentos agressivos, você também não pode deixar de fazer Links Patrocinados. Ele irá te ajudar a espalhar sua mensagem mais rápido, ainda que custando mais.

O risco aqui é ignorar o investimento em autoridade. Ele precisa estar no seu radar, desde o início, e permear toda a sua atuação digital.

Como começar a cura

Como começar a cura

Como já falamos, SEO não é tão fácil, mas você pode começar pequeno e ir crescendo. O importante é não perder de vista o conceito principal, que é construir autoridade.

Antes de querer entender aspectos técnicos de SEO, parta de pontos conceituais do seu negócio, que você já irá começar bem:

Entregue valor:

  • o seu produto gera valor para seu cliente? De que forma?
  • você comunica esse valor adequadamente?
  • se o seu cliente buscar por uma palavra-chave que você considera estratégica, e encontrar o seu site, ele ficará satisfeito?
  • o seu site possui conteúdo claro, original e adequado às necessidades do seu cliente?
  • você foca em ter um site fácil de usar e que realmente ajude seu cliente?

Construa autoridade:

  • identifique seu público, o que eles buscam e porque
  • garanta que o seu site tenha as melhores respostas para as dúvidas do seu público
  • produza textos, vídeos, conteúdo robusto e relevante (converse com o seu cliente)
  • simplifique o site. Deixe-o fácil de usar.

Acompanhe o cenário:

  • veja quantas visitas tem o site
  • veja quantas vêm do Google
  • identifique quais palavras-chave geram visitas
  • tente medir o valor das visitas
  • crie indicadores

Sim, faça Links Patrocinados
teste palavras-chave, anúncios, segmentações
incorpore conhecimento para levar para a busca orgânica
concilie sempre o trabalho de mídia com o trabalho de autoridade

Uma coisa é certa e você já sabe: não há melhor investimento do que aquele que você faz na sua pessoa, na sua empresa. Seja em saúde, qualidade de vida, autoridade. Foque em sempre em conquistar relevância, não pagar por ela.

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