Seu marketing de conteúdo não funciona? Veja 10 razões

O termo “marketing de conteúdo”, seja como estratégia ou disciplina, já faz parte do vocabulário de qualquer pessoa envolvida com marketing.

E essa abordagem tem sido propagada como uma necessidade para qualquer empresa, independente do seu tamanho ou maturidade digital.

De fato, há verdade nisso. O marketing de conteúdo é poderoso, e traz muitos resultados.

Mas, se feito de forma inadequada, ele não funciona e acaba trazendo prejuízos e – pior ainda – descrédito do marketing digital frente a empresas que estão começando a entrar nessa seara.

O que difere então uma estratégia de marketing de conteúdo de sucesso de outra que não funciona?

Vamos descobrir!

A ascensão do Marketing de Conteúdo

Acredito que não é novidade para você o conceito de inbound marketing, aquele que se resume de forma simples no diagrama abaixo, cunhado pela turma do Hubspot:

Hubspot - Inbound Marketing

Sem muita pretensão de sermos fiéis à origem dos conceitos, poderíamos especular que o marketing de conteúdo é uma subdisciplina do inbound marketing.

Mais especificamente, uma subdisciplina que é atrelada à primeira etapa do funil mostrado acima, a parte de “atração”.

O conceito de inbound foi explorado pelo Hubspot nos idos de 2008, e se baseou em uma percepção relativamente simples:

  • consumidores não querem ser interrompidos.

Ou seja, ele bateu na comunicação e marketing tradicionais, baseadas em televisão, revista e outros canais mais antigos.

Esses canais se sustentam na interrupção. Você está assistindo um programa, lendo uma matéria e o anunciante vem e interrompe a programação e mostra um anúncio.

E pior, mostra a propaganda sem perguntar se você quer vê-la e sem entender se você é a pessoa certa para aquele produto.

O inbound inverte essa lógica. Ele primeiro aborda seus problemas, suas dores. Envolve você na comunicação, te faz entender sua situação e só depois fala do produto, da solução.

E como esse diálogo começa? Com conteúdo.

Daí nasceu a disciplina de marketing de conteúdo. Produzir textos, imagens, vídeos. Tudo focado nas dores dos clientes.

Focado em educar, nutrir e qualificar o potencial consumidor para comprar alguma coisa.

E aí, como você provavelmente já sabe, as agências, startups e empresas com foco em marketing logo entraram nesse filão, e começaram a massificar a produção de conteúdo.

No Brasil, isso foi capitaneado por companhias como a Rock Content, que fizeram um ótimo trabalho em educar o mercado da importância dessa estratégia.

Por que investir em marketing de conteúdo?

Por que investir em marketing de conteúdo

Conceitualmente, tudo faz muito sentido. Mas aí entramos no ambiente de negócios.

Afinal, o empresário, seja ele brasileiro ou não, quer dinheiro. Quer resultados.

E, invariavelmente, nesse tipo de contexto, ele vai se questionar: “então ao invés de divulgar meu produto, eu preciso ficar fazendo conteúdo pro meu cliente? Mais eu quero é vender para ele, não educá-lo!”

Certinho, mas aí entra a hora de nos lembrarmos do seguinte dado:

  • 90% das pessoas estão fora do momento da compra.

Ou seja, quase todo mundo que pode comprar de você não está nem aí para o seu produto.

Mas eles são potenciais clientes. E têm dores que o seu produto pode resolver. Então como atrair essa turma?

Fazendo conteúdo orientado para as dores e não para a solução.

Ou seja, como vai funcionar esse investimento?

  • sua empresa vai produzir esse conteúdo focado na dor do cliente;
  • o cliente vai achar o conteúdo;
  • ele vai perceber o seu interesse em ajudar;
  • ele vai entender a dor;
  • depois do entendimento, ela vai perceber que sua empresa tem a solução;
  • e ela vira um potencial cliente.

Naturalmente, o processo não é tão simples.

Muitas vezes, o potencial consumidor vai precisar ler vários dos seus conteúdos (o funil de qualificação é mais longo). E por vezes ele também vai perceber que a sua solução não é o que está sendo buscado.

Mas na maioria dos casos, o cenário será positivo.

Ainda duvida? Então pense o seguinte:

  • quantas pessoas buscam por: como dormir melhor (uma dor);
  • e quantas pessoas buscam por: clonezepam (uma solução).

Pois é. A audiência da primeira busca é muito maior.

E se você tem a solução em questão, mas não fala da dor, sua empresa vai perder grande parte do potencial de vendas.

Qual o retorno esperado?

Qual o retorno esperado

Bom, até aqui, falamos de vendas. Fazer conteúdo para gerar vendas. Mas não é tão simples assim, certo?

Afinal, eu vou criar um texto, colocar no meu site e isso vai aumentar minhas vendas? Fácil assim?

Certamente que não.

O marketing de conteúdo é uma disciplina do meio de várias outras. Uma engrenagem. E essa é só a ponta do iceberg que explica a razão dessa estratégia muitas vezes não funcionar.

Sendo mais específico, qual o retorno que o marketing de conteúdo deve entregar? Quando falamos de marketing digital?

Podemos simplificar em dois pontos:

  • tráfego: visitas no seu site;
  • conversão: pessoas deixando seu email, telefone ou entrando em contato com sua empresa através do site.

Tráfego

As pessoas vão buscar pela sua dor. E vão encontrar o seu conteúdo. E aí vão entrar no seu site.

Simples né?

Nesse caso, o objetivo é aumentar as visitas. Levar as pessoas ao seu canal porque sua empresa tem as respostas.

Já ouviu falar de loja que vende sem ninguém entrar nela? E conhece alguma loja que vende para todos que entram dentro da mesma?

Pois é. A mesma lógica aqui.

Conversão

O potencial cliente ouviu, achou ou descobriu que seu site tem a resposta.

E então ele entra no seu canal. Só que aí a sua resposta é ruim. O conteúdo não presta. E o que acontece? Ele não lê. Não engaja. Não toma atitude. Não converte.

Sim, aqui você pode pensar em click baits. Não adianta prometer e não entregar.

Um bom conteúdo deve não só atrair, mas também convencer o potencial consumidor a realizar uma ação. Deixar um email. Ligar. Comprar.

Resumindo, o que se esperar de uma boa estratégia de marketing de conteúdo? Visitas e leads.

Marketing de conteúdo ou SEO?

Marketing de conteúdo ou SEO?

Comecemos, então, a entender onde mora o problema.

Você certamente sabe o que é o SEO (Search Engine Optimization). Em suma, melhorar o seu site para aparecer na busca orgânica, que é a busca não paga do Google.

E como se faz isso? Trabalhando constantemente os 3 pilares da Estratégia SEO, que nós definimos como:

  • otimização do site (velocidade, funcionamento no celular, código adequado);
  • produção de conteúdo (tudo que estamos falando até agora);
  • conquista de backlinks (aquisição de links em outros sites para o seu).

Ou seja, se você olhar para os 3 pilares acima, verá que o marketing de conteúdo é um deles.

Mas somente UM deles.

Como vimos no tópico anterior, um dos objetivos primários da produção de conteúdo é gerar visitas.

E isso, naturalmente, acontece através da busca orgânica.

De forma simplificada, você entende seu público, define a intenção de busca, cria um texto e coloca no seu site.

E o que se esperar disso? O seu texto vai ranquear no Google. Na primeira página. E vai gerar milhares de visitas. Será?

Será mesmo que trabalhando só um dos pilares de SEO, e ignorando os outros, o seu conteúdo vai dar tanto retorno assim? Quando possivelmente os seus concorrentes estão olhando para todos os três aspectos?

Então, acredito que a conclusão seja bem óbvia: marketing de conteúdo NÃO É SEO.

Mas ele é crucial para o SEO.

Então, se a sua empresa vai pensar em investir em marketing de conteúdo, pense em SEO primeiro. Do contrário, não vai funcionar.

Por que não funciona?

Conceitualmente, a coisa toda é perfeita. Ser empático, falar dos problemas das pessoas, ajudar a resolver. Isso tudo faz muito sentido.

Mas só isso não adianta.

E, acredite em mim, já vimos por aqui muitas empresas com anos de investimento em conteúdo e nenhum resultado.

Só criar textos, imagens e vídeos e deixar isso marinando no seu site não vai trazer milagres de tráfego e conversões. É preciso ultrapassar outras barreiras.

Então, para não ficarmos só no discurso, vamos explorar as 10 razões mais comuns que impedem o seu investimento em marketing de conteúdo de dar certo.

1. Falta de entendimento do público

Falta de entendimento do público

Parece ser muito banal, mas isso acontece.

Trata-se daquela velha máxima onde o empresário, o decisor acha que conhece o seu consumidor melhor do que ele mesmo.

E nesse contexto quem manda na empresa nunca desce do pedestal e vai perguntar para a turma da linha frente – quem lida com o cliente – quais são as dúvidas, as dores, as reclamações.

E, ainda mais grave, também não escuta o cliente. Ignora as reclamações. Ou as taxa de “clientes ruins”.

Não faça isso. E, se é difícil ir até o cliente, aproveite o que a era da informação tem de melhor:

  • descubra os canais onde seus clientes estão. Redes sociais? Fóruns? Blogs? Sites de busca?
  • acesse esses canais e veja o que as pessoas falam, do que reclamam. Quais as dúvidas, dores e ansiedades;
  • faça a conexão com o seu produto. Como ele pode resolver essas dores? E por que não resolve ainda?
  • monte a sua persona. Qual a idade? Sexo? Interesses? Ansiedades? Como sua empresa irá ajudar?
  • agora sim, comece a produzir o conteúdo.

Falhe em entender seu público e você ou irá atrair as pessoas erradas ou não irá atrair ninguém.

2. Palavras-chave não mapeadas

Palavras-chave não mapeadas

Como falamos, estamos discutindo o marketing de conteúdo no contexto de marketing digital.

Ou seja, o seu interesse é produzir material para indexar no Google, na busca orgânica, e gerar visitas.

E aqui é necessário lembrar que o Google ainda é um robô. Ele não consegue interpretar o seu conteúdo como um ser humano (embora esteja evoluindo cada vez mais).

Então sua empresa precisa ajudar o Google. E o princípio básico para fazer isso é definir palavras-chave. Ou seja, temas para cada um dos seus conteúdos.

Isso vai ajudar o buscador a entender do que se trata cada um dos seus conteúdos. E, se ele entender, a chance do seu site ranquear melhor é maior.

Sendo assim, com a sua persona mapeada, siga alguns passos básicos:

  • defina palavras-chave short tail (genéricas, como “apartamento”);
  • defina palavras-chave long tail (específicas, como “apartamento para estudante baixa renda”);
  • veja se a palavra tem volume de busca (use o Google Keyword Planner);
  • jogue a mesma no Google e veja a qualidade dos resultados;
  • agora monte um calendário de conteúdo, tendo cada palavra como tema base de cada material.

Faça isso, e sua empresa sairá na frente da maioria das companhias que investem em marketing de conteúdo.

3. Intenção de busca não considerada

Essa é uma questão que, se pensarmos um pouco, é bastante óbvia, mas muitas vezes é perdida nas estratégias de marketing de conteúdo.

Sim, você determinou a persona, e a palavra-chave. E produziu o conteúdo focado na mesma.

Mas sua estratégia ignorou a intenção de busca da pessoa.

Considere o seguinte, quando você digita “delivery pizza 24 horas”, qual a sua intenção?

Você quer fazer um pedido, certo? Quer um lugar que entregue agora. Seja via telefone ou pela internet.

Só que nesse caso, “delivery pizza 24 horas” é uma palavra-chave.

E se partirmos simplesmente do conceito que essa é uma dor do usuário e que precisamos produzir conteúdo sobre a mesma, o que vamos acabar fazendo?

Um texto de 1.000 a 2.000 palavras falando sobre delivery.

Isso vai funcionar? Claro que não. Principalmente se a sua empresa é um delivery e o que você quer é que as pessoas façam um pedido.

Intenção de busca nos resultados do Google

E, pode acreditar, o Google entende isso. E não é difícil do algoritmo captar esse comportamento. Ele simplesmente cruza as buscas com as páginas que melhor responderem àquelas dúvidas.

E com isso, o buscador consegue saber se a melhor resposta é um texto, um mapa, um vídeo, uma imagem ou outra coisa.

Mas como mapear a intenção de busca? Comece de forma simples:

  • pense na sua persona: qual a intenção dela ao digitar uma palavra-chave? Que tipo de conteúdo ela quer como resposta? Não tem nem idéia? Então pergunte à sua equipe. Ou, melhor ainda, pergunte ao cliente;
  • use o Google: pegue a palavra e jogue no buscador. Que tipo de resultados aparecem? Imagens? Vídeos? Textos? Aproveite essa informação;
  • adeque sua produção de conteúdo: não ignore a informação acima. Mude seu conteúdo. Foque em imagens, vídeos e outros se necessário.

A tendência é que o Google fique cada vez melhor em entender o objetivo dos usuários ao digitar algo no campo de busca.

Com isso, as empresas que souberem compreender a intenção de busca sairão na frente.

4. Conteúdo não otimizado

Você já deve saber que o seu conteúdo precisa agradar tanto o usuário quanto o Google.

E para isso, ele deve estar otimizado. E o que significa isso afinal? Uma mistura de forma e função.

Considere os dois conteúdos abaixo, colocados lado a lado:

Conteúdo não otimizado - exemplos

Deixamos o print menor para a imagem não ficar muito grande.

Em todo caso, o que fizemos aqui foi pegar um conteúdo do portal Terra e outro da empresa Magnetis.

Ambos os conteúdos respondem à dúvida “como investir na poupança”.

Observe que o conteúdo do Terra, ainda que esse portal tenha muita autoridade e relevância, não considera alguns pontos que o texto do Magnetis traz:

  • intertítulos (uso de h2 no meio do texto);
  • imagens e infográficos;
  • parágrafos mais curtos;
  • recursos visuais (player de podcast, tabelas, etc).

Desnecessário dizer, o conteúdo da Magnetis aparece na frente da matéria do portal Terra.

O ponto aqui é que não adianta ter um conteúdo muito bom se ele for mal formatado. É necessário considerar forma e função sempre.

Se o texto não for estruturado corretamente, a consequência direta é que o usuário não vai ter paciência para consumir e vai sair rapidamente do site.

E o Google vai perceber isso, identificando a taxa de rejeição e tempo na página. E ele vai empurrar o seu site para baixo nos resultados de busca.

Então, ao produzir um conteúdo, no caso, de texto, considere:

  • use intertítulos sempre (h2);
  • os intertítulos devem ser claros e explicitar do que se trata cada tópico;
  • se o conteúdo for muito longo, considere um índice logo no começo;
  • seja claro na introdução. Explique do que se trata o texto;
  • use imagens que agreguem ao conteúdo. Trabalhe também prints e infográficos;
  • evite parágrafos longos;
  • responda as perguntas do seu público.

5. Conteúdo não mensurado

A mensuração é talvez a disciplina mais ignorada das rotinas de marketing de conteúdo.

O cenário mais comum que acontece é o seguinte:

  • a empresa produz o conteúdo;
  • o conteúdo é publicado;
  • espera-se que o conteúdo dê resultados.

Mas pera lá. Que resultados? Visitas? Conversões? Posições no Google?

Mas se você não está medindo nada, se não usa Google Analytics, Semrush ou alguma outra ferramenta, como vai saber se o conteúdo está dando resultado?

Um conteúdo publicado há algum tempo e que já está indexado é uma mina de ouro. É possível subir essa página nos rankings usando ações muito simples:

  • mesclagem de textos;
  • redução de urls;
  • revisão do título;
  • revisão da description;
  • inclusão de imagens e vídeos;
  • dentre outros.

Só que, para fazer isso, é necessário mensurar a performance do seu conteúdo. E, para isso, considere duas possibilidades iniciais:

  • meça a performance geral (Google Analytics);
  • acompanhe a posição dos textos e palavras-chave (Semrush).

Medindo a performance geral

Medindo a performance do conteúdo - Google Analytics

Siga alguns passos:

  • garanta que o seu site já está com o Google Analytics instalado;
  • acesse o Google Analytics;
  • vá em Aquisição > Visão Geral;
  • clique em “Organic search” ou “Busca orgânica”;
  • em “Dimensão principal”, vá em “Página de destino”.

Pronto! Agora acesse essa visualização periodicamente. E use essas informações para medir suas páginas e melhorar os indicadores:

  • visitas;
  • taxa de rejeição;
  • duração da sessão.

Acompanhe a posição dos textos e palavras-chave

Posição dos textos e palavras-chave - Semrush

Agora, considere o passo a passo:

  • crie uma conta no Semrush (considere um plano pago. Vale a pena).
  • crie um projeto, cadastre seu domínio e vá em “Position Tracking”;
  • cadastre todas as palavras-chave para as quais você está produzindo conteúdo.

Feito! Agora acesse esse painel diariamente, se possível. Principalmente depois de otimizar um texto.

Claro, existem outras ferramentas e várias outras formas de medir esses e mais números. Mas começando por aqui, sua empresa já consegue garantir um olho no peixe e outro no gato.

6. Site ruim

Bacana, sua empresa se atentou ao conteúdo e explorou todos os tópicos que discutimos acima: intertítulos, imagens, parágrafos curtos, etc.

Só que o seu site atrapalha.

Imagina o seu produto ser sensacional. Só que ninguém entra na sua loja, porque ela é difícil de achar, o atendimento é ruim, a vitrine é péssima e os produtos são mal expostos.

Ninguém nem vai ter a oportunidade de conhecer seu produto, não é?

E como isso se aplica a um site? O que faz ele ser ruim? Os principais fatores são:

Velocidade de carregamento

Sem segredos aqui, não é?

Se o seu site demora a carregar, o usuário não espera.

Apertar o botão voltar leva menos de um segundo, e o Google oferece milhares de outras opções em detrimento do seu site.

E, acredito ou não, um site lento significa perda de vendas. Veja o gráfico abaixo (pesquisa aqui):

Gráfico - taxa de conversão x tempo de carregamento

Então, considere usar ferramentas como o Google Pagespeed Insights e o Gtmetrix para identificar os problemas que estão segurando o seu site e corrigi-los.

Funcionamento no celular

De novo, não somos nós que estamos falando. Dá uma olhada (fonte do gráfico aqui):

Percentual de domicílios com acesso à internet, segundo o equipamento utilizado

Ou seja, não que seja novidade, mas é necessário enfatizar: o celular democratizou o acesso à internet.

Quase todo brasileiro agora pode acessar a rede, mas muitos só fazem isso via celular.

Afinal, com a capacidade de processamento que os smartphones têm, quem precisa de um notebook?

Isso quer dizer que muita gente vai acessar o seu site somente via mobile. E se ele não funcionar, a lógica é a mesma da velocidade. O visitante pula fora.

E tem mais: como de praxe, o Google sabe disso. Ele percebe que o seu canal é bom para o celular ou não. O buscador inclusive oferece uma ferramenta para diagnosticar isso.

Então, se sua empresa nunca pensou nisso, pare agora mesmo, saque o seu celular e tente navegar no seu site. Se você não conseguiu, certamente seu usuário também não.

Navegação

Sem entrar muito em detalhes, a navegação do site são como placas de rua.

E tenha certeza, a não ser que você seja a Amazon ou outro ecommerce famoso, as chances são que pelo menos 80% dos seus acessos sejam de usuários novos.

Navegação - novos visitantes

Então eles não sabem se localizar no seu site. E se a navegação do seu canal não fizer sentido, elas vão se perder, e, para variar, vão sair da sua página.

Considere então alguns pontos:

  • o menu principal ajuda o usuário a se localizar?
  • os títulos das páginas dizem do que elas se tratam?
  • o usuário consegue voltar para a página que estava antes?
  • a hierarquia de conteúdo faz sentido?

Esse tópico vale um artigo só dele (e faremos isso, certamente), mas já vale sua empresa se atentar para um site que facilite a navegação do seu público, sob pena do mesmo rejeitar o seu canal e isso influenciar na sua posição nas buscas.

Estrutura de código

Essa é a seara mais técnica e que entra principalmente no tópico de SEO – otimização de sites.

Muitas vezes um código ruim é o que justamente prejudica vários outros pontos do seu site, tais quais a velocidade, o funcionamento no celular e a performance em geral.

Isso porque, como discutimos, você quer ter um conteúdo bem posicionado na busca, e a única forma disso acontecer é se o Google conseguir ler o seu site.

Um código ruim, baseado muitas vezes em um gerenciador de conteúdo também ruim, pode dificultar a leitura do conteúdo pelo robô do Google, além de enviar sinais para o buscador que sua empresa não está facilitando a vida do seu usuário.

Então, converse com o desenvolvedor do site. Veja com ele se o site é amigável para SEO e para o Google.

Infraestrutura

Esse é um tópico igualmente técnico, e que vale discutirmos mais a fundo em outros artigos.

No caso de um site, a infraestrutura pode ser resumida ao servidor de hospedagem.

O servidor é basicamente quem guarda os arquivos do seu site e os entrega aos usuários e ao Google.

E como você pode imaginar, um servidor ruim (lento, não seguro, amador) irá certamente criar uma experiência negativa para seu potencial cliente.

Considere esse ponto também. Veja o que a turma da TI da sua empresa tem a dizer.

E avalie talvez investir mais nisso. O principal benefício já deixamos claro: mais velocidade, mais performance e mais vendas.

7. Falta de promoção do conteúdo

Falta de promoção do conteúdo

Como falamos, o objetivo de um conteúdo no marketing digital é ranquear e atrair visitas orgânicas.

Só que atingir esse resultado por vezes esbarra em alguns obstáculos:

  • seu site é muito recente;
  • a palavra não tem volume de busca;
  • o assunto é interessante mas ninguém busca por ele.

Ou seja, além do problema de você ainda não ter reputação (o que dificulta que seu conteúdo ranqueie), estamos falando de um assunto que todo mundo pensa, mas que ninguém joga no Google.

Então, para alavancar esse tipo de conteúdo – que certamente tem potencial – não dá para depender do Google indexar e ranquear sua página.

E fazer isso digitalmente não tem muito segredo:

  • divulgue por email: tem uma base? Tem um CRM? Tem amigos? Mande pra eles;
  • divulgue nas redes sociais: marque os amigos, clientes e parceiros. E impulsione. Quem quer rir tem que fazer rir.
  • faça mídia: considere sim investir em Google Ads, Facebook Ads e Linkedin Ads. Pode ser o gás que o seu conteúdo precisa para estourar.

Ou seja, dependendo do seu conteúdo, vale sim agregar estratégias de curto prazo (email, links patrocinados) às de longo prazo (SEO).

Assim você ataca por todos os lados e aumenta a chance do seu conteúdo performar melhor.

Sem estratégia de backlinks

Nós falamos aqui dos 3 pilares de SEO (otimização de site, produção de conteúdo e conquista de backlinks).

E é justamente esse terceiro pilar que algumas empresas ainda não exploram após produzir um bom material.

Como você deve saber, um backlink é um link externo. É um voto de confiança que um site qualquer deu para o seu.

Na prática, esse outro canal considerou que sua empresa é autoridade naquele assunto por alguma razão e apontou a sua página como referência.

Ou seja, essa outra companhia (ou pessoa) conferiu reputação para o seu negócio.

Os backlinks ainda são um dos principais fatores de ranqueamento para o Google. Afinal eles deixam muito claro que o seu site é melhor do que outros, e, principalmente, não é fácil conseguir esses “votos de confiança”.

Então, se a sua empresa quer conteúdos bem ranqueados, ela precisa adquirir backlinks. E, em se tratando de um trabalho idôneo, isso pode acontecer de duas formas:

  • backlink orgânico: a empresa ou pessoa cria um link para você de forma natural, sem a sua intervenção;
  • backlink conquistado: usando algumas estratégias, você consegue adquirir um backlink junto a outros sites.

No caso dos backlinks orgânicos, o seu trabalho é fazer o melhor conteúdo possível, que seja digno de referência.

Para tanto, faça a seguinte reflexão: “ se eu fosse concorrente da minha empresa, eu compartilharia esse conteúdo?” Se a resposta é sim, provavelmente o seu material é robusto e digno de ser referenciado.

Já nos backlinks conquistados, é necessário ser pró-ativo e buscar formas de conquistar links em outros sites.

Algumas estratégias comuns são:

  • fazer guest posts em outros blogs;
  • fazer assessoria de imprensa para portais de notícias;
  • identificar menções à sua marca que estão sem link (e solicitar a inclusão);
  • mapear canais educativos do seu segmento que tratam das mesmas dores que a sua empresa, mas não mencionam seus conteúdos ou site.

No fim das contas, o trabalho de backlinks estará dentro da rotina de SEO, junto também à otimização do site.

E, como explicitado, se você optar por produzir textos sem considerar essas outras duas frentes do SEO, certamente o resultado não virá.

9. Consistência inexistente

Evolução de resultados - SEO e marketing de conteúdo

Todos os tópicos discutidos acima são inúteis se a consistência for ignorada.

A questão imutável é que toda a questão do marketing de conteúdo, SEO e disciplinas relacionadas depende do longo prazo.

E, principalmente, escala no longo prazo.

Então, se você está com as frases abaixo na cabeça, alerta vermelho:

  • “vamos fazer por uns meses e ver no que dá”;
  • “vamos fazer só o conteúdo e deixar o SEO pra depois;”
  • “coloca o conteúdo no site que o Google acha”;
  • “o site é um problema, mas vamos preocupar com isso depois”.

Não estamos falando de um ano, nem de dois. Estamos falando de 10, 20, 30 anos. Afinal, você quer que sua empresa dure quanto? Não quer construir um legado? Não quer fazer a diferença?

Maratona é isso aí. Um passo depois do outro.

Considere essa mentalidade e mantenha o foco. Assim se formaram os cases que temos aqui, e assim é como pensam as empresas que tiveram sucesso com o marketing de conteúdo.

10. Falta de envolvimento da empresa

Falta de envolvimento da empresa

Quer um bom trabalho de marketing de conteúdo e SEO? Considere as analogias abaixo:

  • dominar um instrumento;
  • aprender um idioma;
  • emagrecer.

Agora pense o seguinte:

  • é possível dominar um instrumento se você não treinar (todos os dias)?
  • alguém consegue aprender um idioma sem estudar por anos a fio?
  • existe possibilidade de perder peso se você não mudar a alimentação, e não manter a frequência na academia?

Não, né?

A lógica é mesma com o seu investimento em marketing digital.

Se você, decisor, proprietário, sócio, analista ou gerente de marketing não tiver interesse, não investir tempo e dinheiro e não entrar no barco junto com a agência ou fornecedor, não vai dar certo.

Sua empresa precisa participar das definições:

  • planejamento
  • indicadores;
  • metas;
  • persona;
  • palavras-chave;
  • intenção de busca;
  • pautas de conteúdo;
  • mensuração;
  • replanejamento.

Do que mesmo jeito que um professor de música, personal trainer ou professor de inglês não consegue fazer ninguém aprender por osmose, a sua agência também não vai gerar resultados se sua empresa não se envolver.

Então, não contrate e largue. Envolva-se, entenda o escopo e acompanhe os resultados. Sua empresa só tem a ganhar.

Não separe o Marketing de Conteúdo do SEO

Sim, é parcial da nossa parte bater nesse tópico, e provavelmente isso já ficou explícito durante o texto.

Mas a questão é que nós aqui já cansamos de ver projetos de conteúdo que afundaram porque a empresa ignorou o SEO como um todo, e se concentrou só em fazer textos.

Então, invista em conteúdo sim, mas faça isso de forma estratégica.

Pense como ele vai gerar retorno, quais os indicadores, a frequência, a forma de mensuração.

E traga o SEO para dentro da sua empresa. Pode acreditar, não são poucas as empresas que ainda estão ignorando esse oceano azul.

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