Backlinks e SEO: devo fazer link building?

Backlinks e SEO: devo fazer Link Building?

Se você começou a prestar atenção em SEO há um tempinho, certamente já ouviu falar de backlinks e também de link building.

E com certeza, também escutou sobre como backlinks representam um fator de ranqueamento crucial do Google, e que, sem prestar atenção nisso, nenhuma estratégia de SEO vai dar certo.

Na verdade, não é bem assim.

Backlinks são sim importantes. Mas é necessário olhar para eles com cautela e entender que não basta concentrar todo o seu esforço de SEO nisso.

Ao terminar de ler este artigo, talvez você perceba que o link building ainda não é a melhor resposta para o seu trabalho de SEO.

Para tanto, vamos entender um pouco mais sobre a relação entre backlinks, link building e SEO.

O que são backlinks?

O que são backlinks?

Essa eu acho que você já sabe.

Backlinks são links de outros sites apontando para o seu.

Da Wikipédia:

Backlinks, também conhecidos como links de entrada e inbound links, são as links recebidos por um site ou página da web. Um backlink é qualquer ligação recebida de uma fonte na web (página web, diretório, site ou domínio de nível superior) para outra fonte na web.

Como você deve saber, links ou hyperlinks, representam tudo que diferencia a internet de outros meios de comunicação.

Eles nos permitem “pular” de um conteúdo para outro, de uma página para outra.

É o mais próximo de como o nosso cérebro funciona. Fazendo associações entre conceitos. E nos dando a oportunidade de perseguir essas associações.

Mas não divaguemos. O que é necessário saber é que lá atrás, quando as ferramentas de busca começaram a aparecer, os rapazes Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google) perceberam como eles poderiam usar esses backlinks a favor do usuário que estivesse pesquisando.

E isso foi o que fez o Google ser o Google.

Backlinks são votos de confiança

Perceba o seguinte:

Eu estou criando o meu site e vou colocar um conteúdo nele. Um conteúdo sobre bicicleta, por exemplo.

E percebo que não tenho no meu site nada sobre “câmara de ar”. Como eu quero entregar o melhor conteúdo para o meu visitante, eu preciso oferecer esse material, ainda que o mesmo não exista no meu site.

Como eu faço então? Eu procuro por uma página que tenha essa resposta e coloco um link para ela.

Simplificando ainda mais: se você vai em um médico ortopedista que trata de pé e diz que tem um problema na mão, o que o profissional de saúde faz? Ele indica alguém que mexa com mãos.

E como ele decide quem indicar? Normalmente ele escolhe alguém de confiança, alguém que tenha a resposta, alguém que tenha reputação.

É a mesma lógica com os backlinks.

Se o seu site (ou outro qualquer) coloca um link para alguém, significa que o site referenciado deve ser bom. Pelo menos em princípio.

E foi aí que os fundadores do Google perceberam: como usar esse indicador? Essa reputação que os backlinks conferem para uma página?

O PageRank

Esse é o nome do algoritmo primário do Google. Que colocou o buscador no mapa.

Antes dele, o que as ferramentas anteriores faziam (Yahoo, AltaVista, etc) era só pegar o termo de busca e ver se ele exista em uma página.

Não havia como avaliar a “reputação” daquela página.

Pois com o Pagerank isso se tornou possível.

Aí então, não adiantava mais entupir a sua página da palavra-chave. Era necessário ter indicações, votos de confiança, links externos, backlinks.

Hoje, como você deve imaginar, o algoritmo é bem mais sofistificado.

Mas é ele basicamente que ainda sustenta toda a “importância” dos backlinks para a disciplina de SEO e para qualquer esforço de ranqueamento no Google.

É essa premissa que reforça o argumento de “você precisa ter links para aparecer no Google”.

Por que backlinks são importantes

Acredito que isso já ficou claro no tópico anterior, certo?

Backlinks são indicadores de reputação.

E agora considere um outro contexto. O que citamos. Você é um médico.

Se ninguém te conhece, ninguém fala de você, ninguém reconhece a sua autoridade, como você espera ter sucesso na sua área?

Sem chance né? E daí vem a importância indiscutível dos backlinks.

Sem referências ninguém vai para frente. Principalmente seu site, seu conteúdo e suas páginas.

Ainda assim, estamos falando de posicionamento no Google. SEO. Aparecer em primeiro.

Pois bem, o gráfico abaixo ilustra um estudo feito pelo Brian Dean do Backlinko:

Gráfico - backlinks x posição no Google

Para fazer esse estudo, o Brian e os outros participantes da pesquisa verificaram milhões de resultados no Google, e identificaram que a maioria das páginas que ranqueavam na frente tinham um número maior de backlinks.

Isso deveria ser argumento suficiente né?

Ou seja, por A+B, ou você tem links ou não aparece no topo das buscas.

Mas tenhamos calma. O estudo acima não é do Google. São de terceiros.

O que precisa ficar claro mesmo é que você precisa ter reputação se quiser ficar na frente.

E essa reputação vem com links? Sim, mas não é só isso.

Backlinks e SEO

Backlinks e SEO

Se você chegou a dar uma olhada aqui no nosso blog, percebeu que nós enxergamos o SEO pelo viés de 3 pilares:

  • experiência;
  • autoridade;
  • reputação.

Traduzindo:

  • experiência: seu site e páginas são bons? Rápidas, fáceis e de usar, funcionam no celular?
  • autoridade: sua empresa tem as respostas? Um bom conteúdo? De qualidade e diferenciado?
  • reputação: outros sites referenciam o seu? Sua empresa tem uma boa presença online?

Na prática, um trabalho de SEO robusto precisa prestar atenção nesses 3 pilares.

Atuar nos 3? Investir tempo e energia nos 3? Não necessariamente. Mas o conceito deles precisa sim estar claro na sua cabeça.

Mas aqui esbarramos em uma prática que ocorre no mercado de marketing digital, e que na verdade é comum em praticamente qualquer segmento.

A prática de buscar atalhos, respostas prontas e rápidas para atingir resultados.

Mais links, mais ranking, mais tráfego

Como já é bem claro para todos nós, o objetivo do SEO é fazer com que as suas páginas aparecem mais e melhor no Google.

E com isso, trazer mais tráfego para o seu site.

Então, principalmente em uma área incipiente, técnica, e na qual as empresas vão ter pouca clareza, o que supostos profissionais de SEO poderiam prometer?

Colocar seu site na primeira página.

Até aí tudo bem. Mas como fazer isso? Em qual tempo? A qual custo?

Estamos falando dos atalhos citados. De burlar as regras.

Na prática, de, ao invés de focar em ter um melhor site e conteúdo, de oferecer valor real para o usuário, simplesmente correr atrás de links.

Porquê? Por que, como você viu, lá no começo, nada tinha um peso maior para aparecer na busca do que isso.

E aí, para quê me preocupar com conteúdo? Com experiência? Basta focar em ter links.

Qualquer voto de confiança (qualquer link) vale?

Considere a analogia que fizemos. Uma indicação médica.

Se você foi indicado para um médico por alguém que confia, essa referência tem muito peso e valor.

Ela pode e deve ser usada como uma certeza de que o médico indicado é bom.

Agora, o que seria melhor?

  • uma indicação de peso (outro médico, um parente, um amigo próximo) ou;
  • várias indicações com pouco lastro (pessoas que você não conhece bem).

E indo mais além:

  • uma indicação espontânea (alguém que de fato gostou do atendimento médico e te falou);
  • ou uma indicação comercial (uma revista que tem anúncios de médicos, por exemplo).

Pode acreditar. O algoritmo do Google sabe disso tudo.

Ele sabe analisar o peso dos links. A qualidade dos mesmos.

Então, se você já ouviu por aí a estratégia de conseguir links em qualquer lugar e a todo custo, que fique claro, não vai dar certo.

Indicações, votos de confiança precisam ter peso. Precisam de qualidade. E não é diferente com backlinks.

O que o Google diz sobre links

O que o Google diz sobre links

Certo, estabelecemos que backlinks são importantes. Afinal, a lógica de olharmos para eles parte do algoritmo primário do Google (o PageRank).

Também estabelecemos que “reputação” é um fator crucial para um bom projeto de SEO.

Mas também afirmamos que excesso de links, ou links de qualquer natureza não são interessantes.

Pelo simples fato lógico de que qualquer indicação não faz sentido. Ela precisa ter peso. Precisa ser um backlink de qualidade.

Mas todas essas são conclusões nossas e do mercado em geral de SEO.

Olhemos para onde queremos aparecer. O Google. O que ele pensa disso tudo?

Diretrizes de qualidade para webmasters

Esse título acima se refere a uma página que o Google oferece para detalhar o que você deve (e não deve) fazer se quiser ter o seu site listado entre os resultados de pesquisa.

Lembre-se que ninguém é obrigado a aparecer na busca. É uma opção que o grande G te dá.

Agora, se você quer ser listado entre os resultados, precisa seguir algumas regras e boas práticas.

E não é nada de abusivo não. São premissas muito simples:

  • não engane os usuários;
  • não tente ranquear páginas de forma não permitida;
  • ofereça conteúdo de valor;
  • ofereça uma boa experiência.

E o que isso tem a ver com backlinks?

Simples. Não crie links de forma indevida com o objetivo de enganar os usuários.

Isso porque, sim, backlinks ainda têm muito peso para o ranqueamento.

Então, se você se valer de algumas brechas no algoritmo e conseguir aparecer em primeiro só porque tem mais links, seu site está caindo na prática de enganar o usuário.

Sua página não está oferecendo um conteúdo ou experiência melhor. Ela só tem mais links.

Esquemas de links

Esse é o termo usado pelo Google para fazer referência à práticas não permitidas de manipulação do PageRank.

Nas palavras do buscador:

Todos os links criados para manipular o PageRank ou a classificação de um site nos resultados da pesquisa do Google podem ser considerados parte de um esquema de links e uma violação das diretrizes para webmasters do Google. Isso inclui comportamentos que manipulam links para seu site ou links que direcionam os usuários a páginas externas.

Seguem exemplos que o Google cita desse tipo de prática:

  • comprar ou vender links;
  • fazer muita troca de links;
  • criar páginas para trocar links;
  • excesso de guest posting com muitos links nos textos;
  • usar robôs de geração de links.

Você provavelmente já deve estar pensando:

  • “muitas coisas citadas acima são parte de um projeto de link building, não?”

Bom, sim. É exatamente disso que estamos falando.

Investir na conquista ativa de backlinks, pode sim virar uma prática rotineira de violação das diretrizes de qualidade do Google.

Como o Google identifica bons links

Como o Google identifica bons links

Ah, se tivéssemos essa resposta, na verdade, todos nossos problemas acabariam (ou não).

Isso porque, como já falamos, o critério de análise e qualificação de backlinks é um dos cernes do Google. A receita secreta. A fórmula da Coca Cola.

Então, em hipótese nenhuma o buscador vai revelar um que é um link ruim e o que é um link bom.

Mas se partirmos do nosso princípio de discussão – ajude o usuário -, podemos especular o que seria um link bom.

Afinal, estamos falando de indicações de voto de confiança. E o que faria eles serem bons ou ruins?

Backlinks com qualidade:

  • sites com reputação;
  • sites com muito tráfego;
  • sites com conteúdo de qualidade;
  • sites que geram valor para o usuário.

Backlinks sem qualidade:

  • sites sem reputação;
  • sites amadores;
  • sites de jogos ilícitos, com pornografia ou spam;
  • sites sem conteúdo;
  • sites que não geram valor.

Ok, mas o Google é um algoritmo. Um robô. Como ele faz isso de forma sistêmica?

O fato é que ele precisa fazer isso para evitar as más práticas. Os esquemas de links.

E por essa razão, por volta de 2012, o gigante das buscas soltou o hoje conhecido como Google Penguin.

O Penguin foi especificamente uma atualização pesada do algoritmo para desvalorizar automaticamente backlinks sem qualidade.

E o que aconteceu com os sites que ranqueavam por terem links criados artificialmente ou por fazerem esquemas de links?

Sim, eles caíram nas buscas.

E, ainda depois desse primeiro update, o Google seguiu atualizando o algoritmo, otimizando ainda mais os critérios e premissas para identificar backlinks sem qualidade.

Vale lembrar, no entanto, que o objetivo do Penguin não é “punir” sites com links de baixa qualidade.

Ele simplesmente tira o valor desses backlinks, e impede que as suas páginas tenham maior ranking devido a eles.

Claro, você ainda pode sofrer uma ação manual. Ou seja, alguém do Google pode punir seu site manualmente. Mas aí são casos onde sua empresa de fato exagerou na quebra das regras.

O mais comum, de fato, é todos esses links não servirem para nada devido ao Penguin.

Como conquistar backlinks, segundo o Google

Outra pergunta de um milhão de dólares.

E não, não temos uma resposta direta.

O que o Google diz, é literalmente o seguinte:

A melhor forma de fazer com que outros sites criem links relevantes para sua página é desenvolver conteúdo exclusivo e interessante para conquistar popularidade na Internet de maneira natural.

O que eles estão falando, em suma, é o seguinte:

  • não corra atrás de links.
  • faça conteúdo de qualidade, que os links irão aparecer.

Na nossa analogia, é como se disséssemos:

  • “seja um bom médico, que os pacientes irão vir atrás de você”.

Então, ter conteúdo bom é suficiente?

Sim e não. Depende da sua empresa e da sua concorrência.

Mas é inegável que a esmagadora maioria das empresas não têm conteúdo de qualidade.

Muitas investem em produzir materiais para seu site. Mas são textos genéricos, pouco focados na dor do usuário.

E que, portanto, trazem chance zero de conquistar links.

E isso ocorre por qual razão? Pelo fato de que fazer conteúdo robusto, diferenciado e único não é fácil.

E é aqui que as empresas recorrem ao link building.

O que é Link building

O que é Link building

Em resumo, link building se refere à prática de trabalhar para conquistar links ativamente.

Ou seja, ao invés de fazer o que o Google recomenda – que seria fazer conteúdo de qualidade e receber links naturais – a rotina de “construção de links” envolveria atuar em angariar backlinks, e não somente conquistá-los.

As formas mais comuns desse tipo de prática envolvem:

  • guest posting (postar em outros blogs e/ou sites colocando links);
  • assessoria de imprensa (envio de releases para portais incluindo links);
  • relacionamento com sites/blogs (enviar emails sugerindo links, conteúdos e correções);
  • cadastro em diretórios (sites que listam sites, como diretórios de restaurantes, hotéis e etc);
  • comentar em blogs, sites e fóruns linkando para seu conteúdo;
  • dentre outros.

Note que nada disso parece ser necessariamente ruim ou estar em desacordo com as diretrizes de qualidade que citamos mais acima.

E é por isso que precisa ficar claro que: link building não é necessariamente ruim.

Ele pode e vai trazer resultados se for bem feito.

A questão é que muitas abordagens de SEO ainda usam essa rotina como muleta para tentar compensar a falta de um bom site e um bom conteúdo.

Por que o link building faz sentido

Já falamos como ter backlinks, para o Google, é um indicador de reputação.

Então, se extrapolarmos um pouco, estamos dizendo que trabalhar para conquistar melhores links é simplesmente uma questão de melhorar sua reputação.

E voltando ao nosso contexto de analogias, o que é uma premissa básica de ter credibilidade em qualquer segmento?

O relacionamento.

Nenhuma empresa ou profissional que deseje receber indicações, votos de confiança, pode se abster de se relacionar com outros.

Estamos falando, nessa analogia, de eventos sociais, eventos corporativos, palestras, entrevistas e similares.

E é isso que o link building emula. Ou pelo menos deve emular.

O relacionamento com sites, blogs, fórums.

Conversar com esses canais, oferecer conteúdo, mostrar credibilidade, contribuir, ajudar.

Essa rotina toda traz backlinks.

Claro, não vão ser backlinks necessariamente “naturais”.

Mas serão backlinks de qualidade e relevantes. Sem compra envolvida, sem barganha envolvida, sem artificialidade.

Ainda assim, estamos no campo hipotético.

No campo prático, dentro de um projeto de SEO, o link building pode enfrentar problemas.

Problemas do Link building

Problemas do Link building

O que dissemos acima, basicamente, é que a rotina de relacionamento para conquistar links é muito diferente das outras demandas de SEO.

As outras demandas são as que já citamos aqui:

Em projeto de SEO, temos muito mais controle tanto da estratégia quanto da execução desses dois pontos.

E, consequentemente, também temos um pouco mais de previsibilidade dos resultados.

Agora, no contexto de backlinks, isso muda. Já que:

  • não sabemos com precisão o que é um link bom e um ruim;
  • tudo depende do seu relacionamento com os canais;
  • e relacionamentos não são objetivos. São subjetivos.

O que estamos querendo dizer é que: não existe uma “rotina”, “script” ou “framework” para conquista de links.

Existe a necessidade de se relacionar. De acompanhar tendências, participar de eventos. Ficar por dentro do mercado (do mercado da empresa, não do mercado de SEO e marketing digital).

Em suma, é necessário atuar como uma assessoria de imprensa atua.

E a maioria dos prestadores de serviço de SEO não possui esse expertise.

O “Email outreach”

Para muitos que vendem “link building”, essa é a entrega principal. E às vezes a única.

O “email outreach” é basicamente enviar um email para o dono do site ou blog.

Fazendo o que citamos aqui. Pedindo um link. Um guest post. Sugerindo correções no texto. E coisas similares.

Com o objetivo, claro, de conseguir mais backlinks.

Em resumo, o que acontece é o seguinte:

  • o prestador de link building analisa sua empresa;
  • ele identifica sites e blogs que tenham consonância com seu segmento;
  • ele avalia se esses sites e blogs possuem reputação e tráfego;
  • ele descobre um jeito de se comunicar com quem cuida desses canais;
  • ele manda um (ou vários) emails tentando conseguir backlinks;
  • e repete o processo.

Toda essa rotina é aquela mesma do pessoal de telemarketing tentando te vender coisas.

Você não pediu e não está procurando. Mas eles oferecem mesmo assim.

E funciona? Veja o que diz esse estudo do Backlinko, que analisou resultados de mais de 12 milhões de emails de “outreach”:

Gráfico Backlinko - email outreach
Fonte: https://backlinko.com/email-outreach-study

Menos de 9% das pessoas respondem a esses emails.

E isso sem nem levar em consideração o resultado desejado.

Que seria: essas aberturas geraram links de qualidade?

Mas, claro, ressaltemos. Do mesmo jeito que o telemarketing dá resultado, esse tipo de prática também dá.

Mas a ineficiência é enorme. São menos de 10 emails abertos em cada 100.

Se chutarmos que cada 10 aberturas geram 1 link (de qualidade não aferida), estamos falando de 1% de conversão em backlinks.

Se a sua empresa tem tempo e recursos para gastar essa energia toda personalizando, pesquisando, filtrando e enviando emails sem muita certeza de resultado, manda brasa.

Mas eu imagino que talvez existam coisas mais urgentes para o seu projeto de SEO.

Backlinks via black hat

Se o termo não é familiar para você, black hat faz simples referência à práticas escusas, ilícitas ou não permitidas em termos de programação.

Dentro da esfera de SEO, envolve executar estratégias que o Google não permite. São os esquemas de links, que já citamos aqui.

Se é você que está cuidando do seu site e seu conteúdo, estou certo de que não está se arriscando.

Até porque, fazer black hat exige um “certo conhecimento” (ou em alguns casos, um desconhecimento).

O risco acontece quando você contrata alguém para fazer link building para o seu site.

Esse prestador pode fazer algumas promessas:

  • primeiro lugar no Google;
  • quantidade x de backlinks;
  • links em locais específicos.

Problema nenhum em prometer isso tudo.

A questão é como esse fornecedor de SEO vai conseguir chegar nesse resultado.

Nada impede que ele não faça a coisa certa – o relacionamento – e descambe por todas as práticas erradas que citamos aqui:

  • compra de links;
  • troca de links;
  • criar sites para incluir links;
  • gerar links automáticos;
  • dentre outros.

E aí, a sua empresa, que contratou esse pessoal, é conivente. Pagou por isso. Endossou.

E para o Google, quem vai ser punido é o seu site.

Esse é mais um problema das rotinas de link building. Para ter “resultados garantidos”, “escala”, e “rotinas”, violar as diretrizes de qualidade do Google é quase uma necessidade.

Se você gosta de viver perigosamente, boa sorte.

Mas nós aqui não recomendamos sofrer uma ação manual do Google.

SEO precisa de Link building?

Dada a complexidade do trabalho ativo de conquista de backlinks, a pergunta que fica é a seguinte:

  • consigo ter resultados com SEO sem fazer link building?

A resposta, infelizmente, é “depende”.

De fato, não é possível negar a importância dos backlinks para a busca.

Os estudos do Brian Dean, que citamos mais acima, mostram dados fortes para explicitar que backlinks ainda são importantes.

Ainda assim, o Google está ciente de como backlinks são um critério subjetivo, e de como muitas pessoas correm constantemente atrás de formas de manipular esse indicador.

No vídeo, um antigo engenheiro do Google – o Matt Cutts – aborda a questão da relevância dos backlinks para ranquear bem.

Note que o vídeo é de 2014:

O que ele diz, em resumo:

  • nem sempre backlinks são indicadores de qualidade;
  • o que os usuários querem é saber se o conteúdo tem autoridade e credibilidade;
  • o Google está sempre buscando formas de encontrar outros sinais que verifiquem essa credibilidade;
  • por ora, backlinks ainda ajudam muito nisso.

Possivelmente, a coisa mudou um bocado de 2014 para cá.

Mas o próprio Google e a comunidade SEO ainda discutem muito sobre links, então não dá para dizer que backlinks foram tirados do algoritmo.

Então sim, em um projeto robusto de SEO, você vai precisar considerar o link building.

O ponto é: muito provavelmente, ainda existem coisas mais urgentes, mais controláveis e com mais chance de resultado para fazer antes de se preocupar em correr atrás de links.

Como saber se Link building vai te ajudar

É bem simples na verdade.

Já falamos aqui da analogia do médico que recebe indicações e recomendações.

E esgotamos também o fato de que, ninguém em plena consciência vai indicar um médico ruim, sem qualidade ou com competência duvidosa.

O risco é grande demais.

No ambiente digital, é a mesma coisa. Claro, ninguém vai morrer ao seguir um link ruim.

Mas um veículo, blog ou jornalista que tenha apreço pela sua credibilidade em hipótese nenhuma irá linkar para um site e conteúdo ruins.

Em suma, antes de começar a caçar blogs e sites para pedir links, faça o seguinte:

  • liste uns 5 termos de busca que são estratégicos para você;
  • o seu site tem conteúdo digno desses termos?
  • o seu site entrega uma experiência fácil de navegação para o usuário?

Não, não se preocupe com ranking ainda. Primeiro é importante saber se você é digno de indicações.

Agora vá ao Google, e jogue um desses termos:

  • os 3 primeiros resultados são bons?
  • você consegue fazer uma resposta melhor?
  • quem está escrevendo tem mais expertise do que a sua empresa?

Se você escolheu as palavras certas para buscar, é bem provável que sim, sua empresa consiga produzir conteúdos melhores.

Mas ainda não produziu, por falta de foco, tempo ou verba.

E, além disso, também não fez um site simples o suficiente para as pessoas conseguirem encontrar seu conteúdo.

Link building é gestão de reputação

Empresas grandes, robustas e consolidadas possuem departamentos de assessoria de imprensa.

Pessoas dedicadas a cuidar da sua imagem, a se relacionar com a comunidade, com a imprensa e com o público em geral.

Esse deve ser o objetivo primário da rotina de backlinks.

Gerenciar a reputação online. Conseguir mais menções. Verificar o status da marca em outros canais.

Mas note que isso é um trabalho oneroso, avançado e restrito a grandes empresas.

Isso não quer dizer que você não deva investir nisso.

Quer dizer, que, a não ser que seu site e conteúdo estejam quase 100%, não tem porque se preocupar muito com backlinks.

Como conquistar backlinks (do jeito certo)

Como conquistar backlinks (do jeito certo)

Não vamos esgotar esse assunto aqui, até porque, como você deve ter percebido, nosso foco ainda se concentra nos dois primeiros pilares de SEO:

  • otimização de site;
  • conteúdo.

Também não vamos sugerir “hacks” de link building.

Não porque eles não funcionem, mas porque via de regra sua ineficiência é baixa, eles têm caráter experimental e o esforço para gerar resultados é muito grande.

Estamos falando de:

  • encontrar links quebrados em sites de terceiros e sugerir novos links;
  • email outreach em massa;
  • cadastro em diretórios;
  • comentar em blogs, fóruns e etc.

O que recomendamos, são duas estratégias simples:

  • promoção de conteúdo;
  • relacionamento com parceiros.

Promoção de conteúdo

Quem não chora, não mama.

Então sua empresa entendeu que precisa de textos e páginas matadoras. E foi lá e construiu isso.

Muito bom. Maravilha.

Mas agora, as pessoas precisam saber disso. Que você tem todo esse conteúdo e expertise.

Claro, você pode esperar a coisa rodar. Esperar o Google indexar e as pessoas acharem na busca orgânica.

Mas isso leva tempo. E possivelmente o seu conteúdo é rico o suficiente para se propagar assim que cair na boca do povo.

Então, é necessário divulgar. Estamos falando de:

  • enviar por email para sua base;
  • divulgar nas suas redes sociais (impulsionando);
  • enviar para amigos, parentes, contatos gerais (use whatsapp, facebook e outros);
  • postar chamadas em plataformas de conteúdo (Medium e similares).

Bom, aí você deve estar pensando:

  • “como isso vai gerar links?”

Fato. Não vai.

Enviar emails e divulgar em canais só aumenta a visibilidade do seu conteúdo. Isso não necessariamente traz backlinks.

Mas o ponto é: se ninguém sabe que existe, não tem como indicar ou recomendar.

Se você é o melhor médico mas ninguém nunca ouviu falar das suas capacidades, indicações nunca chegarão.

Ou seja, a promoção de conteúdo aumenta sua chance de receber backlinks de forma indireta.

Garantido? Não. Fácil? Também não.

Mas não cria riscos para seu site. E, se bem feito, atinge o objetivo, que é aumentar a visibilidade do seu conteúdo.

Relacionamento com parceiros

Nada como a boa velha rede de relacionamentos.

Sim, com o Google, é bem mais fácil buscar soluções em várias áreas.

Encanador, pedreiro, pintor, médico, personal trainer, etc, etc.

O Google tem tudo isso.

Mas, se você conhece alguém que já fez academia com um personal, eu aposto que o comportamento padrão será ir nessa pessoa primeiro.

Porquê? Por que ela é de confiança. Sua palavra tem peso. E principalmente, você tem acesso.

Em termos de backlinks, estamos falando da sua rede profissional:

Enfim, qualquer canal que tenha conteúdo convergente com o seu e que precise de links.

E, principalmente, onde você tem relacionamento pessoal.

Nesse caso, não estamos falando de enviar emails implorando por links.

Estamos falando de pedir a um amigo, a um parceiro para possivelmente trabalhar conteúdo dentro do seu site e/ou colocar links em menções da sua marca ou produto.

Dependendo do tamanho do seu network, isso pode ser até razoavelmente fácil de fazer.

No entanto, tome cuidado para não sair do foco:

  • foque no usuário;
  • construa links que enriquecem o conteúdo;
  • não abuse. Não coloque backlinks só por colocar;
  • não faça troca de links;
  • não pague por esses links.

Seguindo essas premissas, backlinks poderosos podem ser construídos.

O futuro dos backlinks (?)

O futuro dos backlinks (?)

Se você acompanha a cena de backlinks, ainda se depara com muitas discussões recorrentes:

  • profissionais obcecados em construir links;
  • profissionais indignados com sites ranqueando devido a esquemas de links;
  • profissionais dizendo para ignorar links.

E o Google e seus engenheiros seguem reforçando que backlinks são só um dos trocentos fatores de ranqueamento, e que nós devemos nos concentrar em criar conteúdos melhores.

Aqui, nós também endossamos esse raciocínio.

Sim, link building funciona.

Sim, link building (e backlinks) são importantes para o SEO.

Mas jamais vamos colocar isso na frente de ter um bom site e um bom conteúdo.

Afinal, na nossa visão, criar conteúdos robustos, únicos e diferenciados para indústrias diferentes já nos parece desafio suficiente.

Backlinks? Votos de confiança? Recomendações? Confirmação que o conteúdo construído tem qualidade?

Nós vemos isso como consequência de um bom trabalho de SEO.

Mereça esses backlinks!

Como detalhamos, de nada adianta querer ter recomendações se suas páginas não trazem as melhores respostas.

E também, claro, se o seu site não entrega essas respostas através de uma experiência adequada, em um site rápido, responsivo e com código adequado.

Diante disso, o que recomendamos é que sua empresa comece a produzir conteúdo de qualidade.

E para tanto, convidamos você a acompanhar outros artigos aqui do blog:

E, como sempre, não hesite em comentar abaixo mais dúvidas e opiniões sobre backlinks e SEO!

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2 comentários para “Backlinks e SEO: devo fazer Link Building?

  1. Colocar links de terceiros do meu site ajuda? Sendo que o link é de um site bem renomado e amplia a discussão do meu texto, porém não é um concorrente. Fazer isso é bom?

    1. Olá Patrícia!

      Algumas pesquisas de especialistas apontam que sim, colocar links externos de qualidade podem influenciar no seu ranking.

      Porém, isso não é confirmado pelo Google, então não use isso como uma regra para todos os seus conteúdos.

      Na dúvida, lembre-se do seu usuário: esse link externo vai ajudá-lo? Se sim, vale colocar!

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