Conteúdo de qualidade: 12 indicadores para medir

Se a sua empresa já investe em SEO e/ou marketing de conteúdo há mais de 6 meses, esse artigo é para você.

Se não, melhor começar entendendo a importância do SEO e seus 3 pilares aqui.

Você certamente já sabe que produzir conteúdo com qualidade e frequência é crucial para conquistar mais posições no Google.

Mas temo que talvez a sua empresa esteja caindo em um erro comum ao colocar dinheiro em produção de conteúdo.

Esse erro está ilustrado abaixo:

Tráfego orgânico - site sem resultados

Esse gráfico mostra a evolução do tráfego orgânico de uma empresa que produziu conteúdo com frequência.

Alguns números dessa empresa:

  • mais de 2 anos de publicação de textos no site;
  • mais de 150 conteúdos publicados;
  • tráfego orgânico estimado (SEMRush): 90 visitas por mês;
  • palavras-chave na primeira página (SEMRush): 17;
  • páginas recebendo tráfego relevante (SEMRush): 4.

Precisa de base de comparação? Vamos olhar o nosso caso aqui (o site da Flammo):

Tráfego orgânico - site Flammo

Alguns números:

  • mais de 2 anos de publicação de textos no site;
  • mais de 150 conteúdos publicados (169 descartados);
  • tráfego orgânico estimado (SEMRush): 14.014 visitas por mês;
  • palavras-chave na primeira página (SEMRush): cerca de 190;
  • páginas recebendo tráfego relevante (SEMRush): cerca de 70.

A razão dessa diferença? O erro que comentamos.

O erro que as empresas cometem ao investir em conteúdo

O que separa os dois resultados que detalhamos acima é muito simples:

  • falta de otimização de conteúdo.

Produzir conteúdo de qualidade e colocar no seu site/blog é um investimento de altíssimo potencial.

Afinal, se você fez o dever de casa certinho e existe volume de busca para o termo que sua empresa está focando, criar um material que atende esse termo traz a possibilidade de gerar mais visitas.

O problema é que, só publicar conteúdo é o mesmo que colocar um barco no mar sem vela e sem motor e esperar que ele chegue no destino.

Se não houverem indicadores e formas de mudar o curso do seu barco, ele vai se perder, ou pior, vai afundar.

Já que produzir conteúdo não é mais novidade para você, vamos discutir 10 indicadores que precisam ser acompanhados antes de começar a otimizar seus textos.

Porque medir a qualidade do conteúdo? Para otimizar

Permita-me ser um pouco redundante:

Sua empresa precisa otimizar o seu conteúdo.

Não adianta nada encontrar um fornecedor para redigir textos, negociar com redator e dar todas as permissões para ele publicar no seu site, se você não vai monitorar nem melhorar suas páginas.

É murro em ponta de faca. É pagar a academia, não ir nenhum dia e achar que vai emagrecer só porque você está pagando todo mês.

Com conteúdo não é diferente.

Se você vai internalizar, estabeleça uma rotina para medir a performance dos seus textos.

Se a opção é contratar alguém, procure entender se esse profissional ou empresa irá somente produzir ou se ele vai otimizar também.

Só fazer o conteúdo e publicar não garante resultado.

É a otimização desses materiais que trará potencial de posições no Google, visitas e leads orgânicos.

Mas como saber o que otimizar? Medindo. Tendo indicadores.

Antes de otimizar, é necessário mensuração

Claro, sem achismos.

Todo mundo já ouviu a história do poder do marketing digital devido à facilidade de coleta de números, e consequente possibilidade de analisar, interpretar e tirar conclusões de tais dados.

Embora em muitos casos isso se limite ao discurso, quando falamos de performance de conteúdo, esse raciocínio é aplicável sim.

Você pode, naturalmente, se basear puramente no subjetivo e fazer melhorias de acordo com sua cabeça:

  • deixar o texto mais fluido;
  • colocar mais conteúdo;
  • melhorar a composição;
  • rever argumentos;
  • dentre outros.

O problema é que, sem dados para sustentar seus ajustes, você está caindo na velha história de ser eficiente mas não ser eficaz.

Se você nunca ouviu falar disso, eu explico:

  • eficiência: fazer certo as coisas;
  • eficaz: fazer as coisas certas.

Na nossa analogia, do barco ao mar, é como se você trocasse uma vela que não precisasse ser trocada. E numa região onde não há ventos.

Certamente sua habilidade deixará a vela em perfeitas condições. Mas como ela vai ajudar? Não vai.

Você perdeu tempo e dinheiro à toa. Como falamos lá no começo.

Mas voltemos. O ponto é que, antes de começar a meter a mão na massa e otimizar seu conteúdo, é necessário medir.

E, na prática, é necessário considerar duas categorias de indicadores:

  • indicadores objetivos;
  • indicadores subjetivos.

Analisando ambos, seu site garante uma fundação sólida para não só fazer certo as coisas, mas também fazer as coisas certas.

Indicadores objetivos

Esses são os dados preto no branco. Que você consegue puxar de forma clara de algumas ferramentas.

Tendo eles em mãos, sua empresa conseguirá saber de forma objetiva se o seu conteúdo está performando.

Os principais indicadores objetivos são:

  1. Impressões;
  2. Cliques;
  3. CTR;
  4. Posição na busca;
  5. Tempo na página;
  6. Taxa de rejeição;
  7. Leads.

Para medir esses dados, aqui nós usamos uma combinação de 3 ferramentas, que recomendamos para existir um controle adequado dos números:

Google Search Console

Google Search Console

Aqui medimos os seguintes dados:

  • impressões;
  • cliques;
  • CTR.

SEMRush

Nesta ferramenta o principal indicador é a:

  • posição na busca.

Google Analytics

Na ferramenta de medição do Google, o objetivo é medir:

Só esses indicadores?

Como você deve ter imaginado, existem vários outros números que podem ser considerados para medir a performance do seu conteúdo.

No entanto, nosso objetivo aqui é começar por uma análise e otimização de conteúdo mais direta e simples.

Futuramente, em outro texto, também abordaremos como otimizar seus materiais quando o que falamos aqui já fizer parte da sua rotina.

Voltando aos indicadores, vamos esclarecer cada um, para que não haja dúvidas quando você for avaliar a qualidade do seus textos:

1. Impressões

Google Search Console - impressões

Colocando de forma simples, as impressões representam o número de vezes que uma página do seu site foi exibida nos resultados de busca.

O fato da sua página ter muitas ou poucas impressões dependerá de algumas variáveis:

  • volume de busca do termo relacionado ao seu texto;
  • em qual página do Google seu conteúdo está aparecendo (primeira, segunda, terceira, etc).

Ou seja, se o volume de busca é baixo e o seu site está aparecendo depois da segunda página, provavelmente você terá pouca ou nenhuma impressão.

O que é possível concluir de um baixo volume de impressões?

  • sua empresa focou na palavra-chave errada (não existe volume de busca);
  • seu texto não tem qualidade (outros sites possuem melhores respostas para a pesquisa).

Quem não é visto não é lembrado. E nesse caso, quem não é visto não é clicado.

Ou seja, medir as impressões é crucial para saber se o seu site está aparecendo no Google e se ele tem potencial para atrair tráfego.

2. Cliques

Google Search Console - cliques

Os cliques orgânicos representam simplesmente o total de visitas que o Google te entrega.

Um bom volume de cliques significa que o seu texto não só está bem ranqueado, mas ele também está despertando o interesse de forma suficiente para que as pessoas cliquem nele.

Se o seu site está tendo poucos cliques, alguns cenários podem ser plausíveis:

  • não existem impressões suficientes;
  • o título e descrição da sua página nos resultados de busca não são atraentes.

Na prática, o total de cliques está relativamente associado ao total de impressões.

Afinal, se você aparece muito, a chance de ser muito clicado é grande, não é?

Bom, nem sempre. E é aí que entra um indicador crucial, e muitas vezes subestimado. O CTR.

3. CTR

Google Search Console - CTR

CTR significa click through rate, ou, em tradução literal, taxa de cliques.

O cálculo desse número é muito simples. Basta dividir o total de impressões pelo total de cliques.

Em um exemplo rápido:

  • total de impressões: 100.000;
  • total de cliques: 2.000;
  • cálculo do CTR: 2000/100.000;
  • taxa de cliques: 2%.

Se o seu Google Search Console já oferece uma boa amostragem de cliques e impressões, a taxa de clique precisa ter atenção redobrada. Por uma questão muito simples.

Digamos que a sua página aparece 10.000 vezes. Mas ela só tem 10 cliques. A sua taxa de cliques é 0,1%.

Agora considere que um site concorrente aparece as mesmas 10.000 vezes e tem 100 cliques. Uma taxa de cliques de 1% (dez vezes maior que a sua).

O que esse cenário diz para o Google?

  • o seu resultado é menos atraente para o usuário.

E se ele é menos atraente, são boas as chances que o seu conteúdo não responda o que quem pesquisou está buscando.

E se ele não responde, ele não merece (e nem precisa) ficar na primeira página.

Então, de nada adianta conseguir um volume alto de impressões, se sua empresa não consegue transformar essas visualizações em cliques.

É melhor aparecer menos e ser mais clicado. Ser mais eficaz, lembra?

Isso tem valor para o Google, e irá garantir uma melhor performance do seu conteúdo.

4. Posição na busca

Antes de adentrarmos esse indicador, vale ressalvarmos algumas questões.

Nós citamos 3 ferramentas que usamos aqui para acompanhar indicadores de conteúdo:

  • Google Search Console;
  • Google Analytics;
  • SEMRush.

A ressalva aqui é que as duas primeiras (Search Console e Analytics) são ferramentas do Google para o Google.

Ou seja, o índice de confiabilidade dos dados é bem alto.

Já no caso do SEMRush, trata-se de uma ferramenta terceira. E aqui você pode entender um pouco mais como ela funciona.

Mas para resumir, o SEMRush não possui acesso à base dos buscadores.

Ele tem um robô (crawler, spider ou scraper) similar ao do Google que vasculha a internet e cria um índice de páginas.

Ou seja, o processo em si é similar ao do Google, mas a base de dados, o índice de páginas, é diferente.

Então, ao usar o SEMRush, trate os dados como estimativas, não como números precisos.

E porque não usar o Search Console para medir a posição na busca? Afinal, ele mostra esse dado no relatório:

Google Search Console - posição na busca

Esse dado não é bom porque ele mostra a posição média, não a posição exata.

E mais, o Search Console não permite você associar uma palavra-chave a um conteúdo, para saber em qual posição ele aparece. Isso o SEMRush faz:

SEMRush - posição na busca

Dito isso, o que é preciso ressaltar é que a posição na busca é um indicador crucial.

Ele irá determinar se o seu conteúdo atingiu o ápice (a primeira posição) ou se ele pode e deve ser melhorado (não aparece na primeira página).

O cuidado que deve existir é sempre cruzar esse número com os outros.

Se o SEMRush está mostrando que um conteúdo seu está em primeiro na busca, cruze esse dado com as impressões, os cliques e o CTR.

Se estiver tudo performando bem, é porque o indicador (e a base) vistos no SEMRush são adequados.

5. Tempo na página (duração média da sessão)

Esse é um indicador um pouco mais complexo, embora não pareça.

Caso você tenha interesse em entender mais a fundo como o Google calcula alguns números, vale se aprofundar na documentação de Analytics.

De qualquer forma, considerado com parcimônia, esse dado pode trazer bons insights de qualidade sobre o seu conteúdo.

E, mais do que isso, otimizar para esse número também pode garantir melhores posições no Google para suas páginas.

Isso porque, com as atualizações do algoritmo do Google Hummingbird e Rankbrain, o buscador começou a interpretar alguns outros sinais quando uma busca é realizada:

  • intenção de busca (o que o usuário realmente quer);
  • satisfação do usuário (se ele de fato encontrou o que queria depois de clicar no seu resultado).

E, como você deve imaginar, o tempo que a pessoa fica no seu conteúdo dá sinais claros relativos a esses fatores acima:

  • se o usuário fica menos de 3 segundos no seu site e volta para o Google, bem provável que ele não encontrou o que estava buscando;
  • se o seu material é relativamente extenso, demanda alguns minutos para ser digerido e o usuário não fica esse período na sua página, então o conteúdo não teve a qualidade necessária para prender a pessoa no site.

Em suma, cruzando o tempo na página com outros dados já citados aqui, ficará fácil saber se é necessário uma otimização mais pesada do seu conteúdo ou não.

6. Taxa de rejeição

Esse é outro dado que precisa ser analisado com cuidado.

A taxa de rejeição se refere à quantidade de páginas que um usuário visitou no seu site.

Se ele chega no seu site e fica só em uma página, então houve uma “rejeição” do seu conteúdo.

Sendo assim, esse indicador basicamente determina o grau de engajamento das pessoas não só com uma página, mas com todas as páginas do seu site.

Porque isso é relevante? Porque na grande maioria dos casos, dificilmente uma página consegue esgotar um assunto.

Considere que você trabalhe com produtos para cachorros, por exemplo. Partindo desse termo primário, é possível listar um grande número de possíveis dúvidas do seu público:

  • como criar cachorro;
  • comida ideal para cachorro;
  • coleiras para cachorro;
  • sono de qualidade de cachorro;
  • doenças de cachorro;
  • como passear com o cachorro;
  • etc, etc, etc.

Ainda que sejam assuntos complementares, não faz muito sentido todos eles estarem na mesma página, no mesmo conteúdo.

Então o ideal é ter vários conteúdos, um batendo em cada assunto, e, principalmente, mostrar para o usuário que seu site tem todos esses textos.

Agora, sim, esse indicador pode perder importância diante de alguns cenários:

  • o seu site só tem uma página;
  • o seu objetivo é que o usuário entre nessa página e converta lá mesmo (sem navegar);
  • seu conteúdo é cirúrgico, e não existe interesse nem aplicação de fazer o usuário navegar mais.

Como você pode imaginar, os casos acima são raros, e normalmente se referem a landing pages, não a sites.

O fato é que landing pages via de regra são temporárias e mais direcionadas para tráfego pago, não orgânico.

Ou seja, na maioria dos casos, sim, você precisa prestar atenção na taxa de rejeição.

7. Leads (conversões de meta)

Google Analytics - leads (conversões de meta)

Certo, vamos dizer que seus textos estão sensacionais e todos os indicadores (impressões, cliques, CTR, etc) estão muito positivos.

Maravilha. Mas aí quando você sentar com a diretoria, com o chefe, com os executivos, enfim, com quem olha só para o dinheiro, eles vão valorizar isso?

Pouco provável. Essa turma quer mais potencial de vendas. De gerar negócios. E, por mais que ter um site com centenas de milhares de acessos seja bacana, não é isso que paga a conta.

Estamos falando de leads. De preferência, leads qualificados.

Aqueles que encontraram seu site porque buscaram por algo diretamente relacionado à sua solução.

E que, consequentemente, possuem grande chance de fazer negócios com sua empresa.

O que interessa aqui é que todo esforço de deixar o seu conteúdo maravilhoso não adianta nada se ele não gerar leads, orçamentos, vendas.

E se a dificuldade é conseguir medir, problema nenhum. Nesse artigo nós explicamos.

Agora, tenha certeza. Os olhos dos decisores irão brilhar muito mais quando você mostrar o total de orçamentos que o site gerou do que o total de visitas.

E a partir daí, a otimização de conteúdo começa a ganhar tração dentro da empresa, e, principalmente, você como gestor de marketing ganha autonomia para tocar os esforços de SEO.

Indicadores subjetivos

Ainda que você tenha os números em mãos, existem coisas que os dados não mostram.

Isso não quer dizer que você vá avaliar o seu ponto de contato online baseado em achismo.

Quer dizer que, na verdade, sua empresa se baseará em pontos não numéricos, premissas de projeto que precisam ser seguidas para garantir um bom conteúdo.

Esses indicadores subjetivos são os seguintes:

  1. Intenção de busca;
  2. Foco;
  3. Qualidade;
  4. Concorrência (direta);
  5. Concorrência (indireta).

Antes de entrarmos na parte prática (a análise em si), vamos entender do que se trata cada um desses critérios de avaliação.

1. Intenção de busca

Em termos de SEO, a intenção de busca seria algo próximo à “relevância”.

Mas não é só isso.

A intenção de busca envolve entender o que o usuário quer, ou seja, qual a resposta que ele deseja para uma determinada pesquisa.

Como já falamos, o Google sabe muito bem identificar isso.

Então, usando novamente o exemplo colocado aqui. Se alguém busca por “ração de cachorro preço”, qual a resposta que essa pessoa quer?

O preço da ração de cachorro. E talvez algumas opções de marca.

Só que você vai lá e cria um artigo explicando como é calculado o preço da ração de cachorro. Falando de tributação, custos operacionais, matéria-prima, etc, etc.

É isso que o usuário quer?

Talvez alguns deles. Mas provavelmente a maioria só quer ver opções de rações com seus respectivos preços.

E como saber qual a intenção de busca?

Do jeito rápido? Joga no Google:

Resultados Google - intenção de busca

Na imagem acima, nós pegamos a nossa palavra-chave foco e jogamos na pesquisa.

Os resultados orgânicos mostram o que o Google acha relevante mostrar para quem está pesquisando.

E, de novo, o Google quer ajudar o usuário. Então, se ele está priorizando esse tipo de resultado, é porque é isso que as pessoas querem.

Se você não confiar no Google? Ou se achar que o buraco é mais embaixo?

Um pouquinho mais trabalhoso, mas igualmente simples. Pergunte ao seu cliente (ou pergunte a quem lida com ele):

  • como a minha solução ajudou você?
  • que problemas você teve antes de falar com a gente?
  • existiram dúvidas ao usar o produto/serviço?
  • como você comparou a nossa solução com a concorrência?
  • etc, etc, etc.

Certamente você tem essas respostas. Na ponta da língua.

O próximo passo? Documente. Crie textos. Publique no seu site. E depois otimize, como estamos falando aqui.

2. Foco

Entender a intenção de busca é um passo importante, pelo qual muitas empresas ainda não passaram.

Mas de nada adianta fazer conteúdo que responde ao que o usuário quer se você não tem foco.

E no nosso contexto, o que seria foco?

Foco é atrelar a sua estratégia de conteúdo ao que você vende.

E aqui podemos voltar aos conceitos básicos de jornada de compra, popularizados pelo inbound marketing:

  • aprendizado e descoberta: pessoa não sabe direito que tem uma dor;
  • reconhecimento do problema: pessoa reconhece que tem uma dor;
  • consideração da solução: pessoa busca formas de sanar a dor;
  • decisão de compra: pessoa adquire a forma de solucionar a dor.

Também são úteis os aspectos de etapa do funil, que andam juntos com os conceitos acima:

  • topo de funil: consumidores nas etapas longe da decisão de compra (aprendizado e descoberta);
  • meio de funil: consumidores já avaliando a solução (reconhecimento e consideração);
  • fundo de funil: consumidores próximos à decisão de compra.

O que todos esses conceitos nos trazem, quando colocamos o conteúdo na mesa, é que você pode produzir conteúdo para todas essas etapas do funil.

Vamos considerar, por exemplo, uma aquisição com ciclo de venda mais longo, onde o usuário irá pesquisar muito antes de comprar. Uma compra de apartamento:

  • topo de funil: usuário pesquisa sobre patrimônio, economia, casamento e afins;
  • meio de funil: usuário pesquisa sobre imóveis, financiamento, impostos, planejamento financeiro;
  • fundo de funil: usuário pesquisa construtoras, regiões, condições de pagamento.

Na prática, a sua empresa pode considerar a produção de conteúdo para toda essas etapas do funil.

Afinal, em teoria, o seu cliente pode ser atraído em qualquer um desses momentos, correto?

Não necessariamente. E é aqui que ocorre a perda de foco.

Ainda nesse exemplo, poderíamos especular que a persona alvo teria interesse em aplicações financeiras.

Porque? Ora, patrimônio, economia, casamento, planejamento financeiro, aplicações financeiras, tudo relacionado, não é?

De novo, não necessariamente. Nesse caso, seu conteúdo está sendo abrangente demais e perdendo foco.

E o que acontece? Sua página atrai mais tráfego. Mas são pessoas que não têm interesse na sua solução.

Porque não existe conexão entre dor e solução. O problema que você está abordando está muito distante do seu produto.

Um exemplo prático? Esse é um dos textos que tínhamos no blog da Flammo (agora descartado):

Texto site Flammo - descartado

A Flammo não trabalha com redes sociais. Não temos esse serviço a oferecer.

Então qual a relevância de capturarmos tráfego usando esse tipo de conteúdo?

Sim, claro. Você pode capturar esse lead usando um “guia de marketing digital” e depois tentar qualificá-lo usando fluxos de automação. É uma possibilidade.

Mas antes disso, que tal tentar fazer conteúdo focado? Que responda a exata dor que o seu potencial cliente tem e que está relacionada à sua solução?

Esse foco é o que separa as estratégias de conteúdo eficientes das eficazes.

3. Qualidade

Entendida a intenção de busca e tendo foco, ainda é necessário ver se o conteúdo é bom.

Por bom, estamos falando de alguns pontos:

  • tamanho do conteúdo: ele responde ao que o usuário busca? De forma completa?
  • estrutura: parágrafos curtos? Objetivos? Conteúdo escaneável?
  • palavra-chave: está no título? Nos subtítulos? No endereço? No conteúdo em geral?
  • redação: conteúdo técnico demais? Difícil de ler? Não engaja? Focado no robô do Google?
  • ilustrado: possui vídeos que complementam? Imagens ilustrativas? Infográficos?
  • relacionado: possui links internos? E externos? Oferecendo conteúdos complementares, para ajudar o usuário a entender tudo que está sendo falado?

Ou seja, se você está achando que um artigo científico vai ranquear, não, não vai (a não ser que a pessoa esteja buscando por isso especificamente).

Nada de escrever de forma burocrática, prolixa e sem foco no seu público.

Enriqueça o seu conteúdo. Deixe-o memorável. Faça os seus concorrentes quererem indicar ele.

4. Concorrência (direta)

Você já deve ter ouvido falar do Oceano Azul.

Navegar em águas limpas, com poucos tubarões. Enfim, buscar um nicho sem concorrentes.

Mas esse contexto é muito difícil de encontrar.

Até porque, normalmente mercados recém-criados demandam anos de investimento para se consolidarem.

E a não ser que você seja um Uber ou um Netflix e tenha muito dinheiro para queimar, não acho que seja o seu caso.

O que estamos querendo dizer é que sua empresa certamente tem concorrentes.

E trabalhar o seu conteúdo e SEO ignorando esse fato pode gerar sérios problemas.

Aqui, a idéia seria observar o seus competidores para identificar alguns contextos:

  • tráfego orgânico;
  • palavras-chave orgânicas;
  • páginas que recebem tráfego orgânico;
  • conteúdo ranqueando.

Sim, claro. Os 3 primeiros aspectos não são exclusivamente relacionados a conteúdo.

Eles podem dar indicativos de uma estratégia SEO robusta, mas não necessariamente de um bom planejamento de textos.

Em todo caso, como fazer isso? Afinal, o Google não abre dados de outras empresas.

Nossa recomendação é usar o SEMRush. Nele, qualquer domínio que você jogar te retornará alguns dados:

Tráfego orgânico;

SEMRush - tráfego orgânico

Palavras-chave orgânicas;

SEMRush - palavras-chave orgânicas

E páginas que recebem tráfego orgânico:

SEMRush - páginas que recebem tráfego orgânico

Não custa lembrar: os dados do SEMRush são estimativas.

Então, se você vai usar essas informações no seu discurso para conversar com outras pessoas da empresa, coloque este parêntese sempre.

De qualquer forma, essas análises irão ajudar você a ter alguns insights:

  • quantas visitas orgânicas tem a concorrência?
  • eles ranqueiam para as palavras-chave estratégicas?
  • eles possuem conteúdo que atende às dúvidas dos potenciais clientes?

E iniciar uma estratégia de conteúdo diferenciada e atacando os pontos fracos dos competidores:

  • quais conteúdos eles ainda não têm?
  • quais assuntos ainda não foram abordados?
  • como os meus textos podem ser melhores?
  • quais palavras-chave seguem inexploradas?

Aqui você acha o oceano azul. Ir nos pontos onde os seus pares de mercado ainda não foram.

5. Concorrência (indireta)

Avaliar quem disputa clientes com sua empresa todos os dias é importante, pelos motivos que já falamos.

Só que SEO e conteúdo ainda não são assuntos massificados.

E, por mais que os seus concorrentes sejam grandes ou consolidados, eu não duvidaria que alguns deles ainda não produzem e principalmente não otimizam seus conteúdos.

O que isso quer dizer?

Quer dizer que muitas vezes, ao publicar e otimizar um texto, você concorre com sites que nunca ouviu falar ou mesmo com canais que não são competidores seus (portais de notícias, blogs, etc).

No ambiente digital, essas páginas “desconhecidas” podem ter muito mais reputação, links, tráfego e ranking do que aquela empresa que você está tentando derrubar.

E como ficar ciente disso? Mais simples do que você imagina. Joga no Google.

Um exemplo rápido. Vamos considerar a palavra-chave “nutrição para cachorro”.

E vamos considerar que o seu site vende ração. Dor e solução muito próximas, certo?

Veja os resultados orgânicos:

Análise concorrência indireta - resultados orgânicos

Os dois primeiros resultados são sites editoriais.

Canais com conteúdo para cães e cachorros. Não são sites que vendem ração ou serviço para animais.

O terceiro resultado já mostra uma empresa que vende produtos.

Será que ela considera esses dois primeiros como concorrentes? Eu apostaria que não.

Qual a lição aqui afinal?

Produzir conteúdo focado na dor é altamente poderoso e recomendado.

Mas você precisa entender do que está falando. E precisa de pessoas técnicas escrevendo.

Do contrário, basta um estudante ou alguém formado na sua área para fazer um blog e criar um texto melhor do que sua empresa jamais fará.

Então, quando for otimizar seus textos, jogue a sua palavra-chave foco no Google e veja quem está na sua frente.

Assim você saberá se o seu conteúdo está rico o suficiente ou não.

Seu conteúdo tem qualidade?

Seu conteúdo tem qualidade

Com esses 12 indicadores em mãos, fica bem mais claro saber se as suas páginas de fato oferecem boas respostas aos usuários ou não.

Se sua empresa já têm conteúdos, agora é hora de colocar a mão na massa.

Documente esses indicadores, monitore e otimize todos os meses.

Lembre-se que cada vez mais o Google irá focar no usuário. Então nada de ignorar os sinais e os indicadores.

Aproveite o que as ferramentas têm a oferecer e melhor os seus textos.

Agora, se você ainda está começando e tem pouco material, não se preocupe!

Em breve postaremos um artigo aqui com dicas práticas de como otimizar um conteúdo (usando um dos nossos como exemplo).\

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