11 passos para fazer uma boa otimização de conteúdo

11 passos para fazer uma boa otimização de conteúdo

Se você tem acompanhado nosso blog, há alguns dias postamos um texto falando como medir a qualidade do seu conteúdo.

Esse último material passava 12 indicadores essenciais para você saber se o seu conteúdo carece ou não de otimização.

Antes de ler este texto aqui, sugiro que você dê uma olhada lá.

Mas se você já está por dentro dos 12 indicadores de qualidade de um blog post, agora é hora de seguir para a otimização desse conteúdo.

Afinal, medir e não fazer nada com os dados é desperdício de potencial, certo?

Otimizando um texto real

Com exemplos reais tudo fica mais fácil não é?

Para ficar mais simples, vamos considerar esse texto que está no nosso blog.

Abaixo um print rápido para você entender do que vamos falar:

Texto Flammo - otimização de conteúdo

Embora tenhamos atualizado esse texto recentemente, a data original de publicação dele é de 22/01/2016.

Ou seja, tem mais de 3 anos que colocamos esse material no ar.

Essa última “revisão” que fizemos em 2018 não foi nada significativo.

Se não me falha a memória, foi só questão de corrigir alguns links para outros textos que descartamos.

Em todo caso, como veremos mais abaixo, esse é um dos conteúdos que “ocupam espaço” no nosso blog.

Sem ainda entrar em detalhes, isso acontece por algumas razões:

Sim, isso não é suficiente para categorizar esse texto como carente de otimização.

Mas só precisamos dessas variáveis para ter essa página como nosso objeto de análise.

Analisando o conteúdo

Certo! Agora que esgotamos os conceitos necessários para fazer uma boa otimização de conteúdo, é hora de colocar a mão na massa.

E, para isso, vamos considerar o nosso texto que citamos aqui lá no começo.

Antes de começar a definir como iremos otimizar, é necessário aplicar tudo que falamos aqui: os critérios de análise.

E para isso, vamos entrar na esfera objetiva e depois subjetiva, como detalhamos.

Análise objetiva

Recapitulando os indicadores que precisamos avaliar:

Como o texto é antigo, vamos considerar um período de 6 meses para avaliar alguns indicadores:

Google Search Console (impressões, cliques, CTR):

Google Search Console - impressões, cliques e CTR

SEMRush (posição na busca):

SEMRush - posição na busca

Google Analytics (tempo na página, taxa de conversão, leads):

Google Analytics - tempo na página, taxa de conversão, leads

Bacana, já temos todos os indicadores objetivos em mãos.

Agora, se a idéia é ter um processo constante de otimização de conteúdo, é necessário centralizar essas informações em um só documento.

Aqui nós fazemos isso no Google Drive:

Planilha Flammo - revisão de conteúdo

Vamos fazer uma análise rápida de cada um dos indicadores:

  • impressões: ótimo;
  • cliques: ruim;
  • CTR: ruim;
  • posição na busca: bom;
  • tempo na página: razoável;
  • taxa de rejeição: ruim;
  • leads: razoável.

Algumas conclusões que podemos tirar:

  • a palavra-chave tem muito volume de busca;
  • a página está relativamente bem posicionada;
  • o conteúdo aparece bastante;
  • mas ele tem poucos cliques;
  • o tempo na página poderia ser maior;
  • a taxa de rejeição é alta;
  • e o volume de leads não faz jus à quantidade de impressões.

Portanto, do ponto de vista objetivo, esse texto pode sim ser melhorado.

Análise subjetiva

Retomando os indicadores subjetivos:

  • intenção de busca;
  • foco;
  • qualidade;
  • concorrência (direta);
  • concorrência (indireta).

Aqui, ao invés de olharmos para os números, vamos voltar nossa atenção para o conteúdo em si e em que pontos ele está deixando a desejar.

Em suma, traduzindo os indicadores:

  • o conteúdo responde o que o usuário quer?
  • o texto tem conexão com o serviço que queremos vender?
  • o conteúdo está bem escrito para o usuário e para o Google?
  • o texto está em primeiro? Ou atrás dos concorrentes?
  • como os concorrentes são melhores?

Alguns aspectos rápidos do nosso texto:

  • título: Como utilizar o Google Trends em estratégias de marketing digital;
  • total de palavras: 574;
  • total de subtítulos: 5;
  • total de parágrafos: 8;
  • imagens: 1;
  • vídeos: 0;
  • url curta: não;
  • palavra-chave no título: não;
  • palavra-chave na URL: não;
  • palavra-chave na meta tag description: não.

Não parece que o nosso texto está grande coisa não, parece?

Agora, confirmada a nossa suspeita que esse conteúdo precisa de otimização, vamos começar a fazer as adequações.

Otimizando o conteúdo

Partindo de tudo que já falamos aqui, a otimização primária deve seguir 10 passos simples, que irão garantir um conteúdo minimamente adequado.

Esses passos são os seguintes:

Vamos pegar o nosso conteúdo e começar a realizar essas correções.

Passo 1: revendo a intenção de busca

O primeiro ponto que vamos rever antes de começar a otimizar nosso texto é:

Qual a resposta que as pessoas buscam ao digitar “como usar o google trends”?

Como falamos, o processo mais interessante e mais robusto seria perguntar aos nossos clientes.

Talvez questionar coisas como:

  • “você já usou o Google Trends?”
  • “que dificuldades você teve?”
  • “porque você usou a ferramenta?”
  • “você ficou satisfeito com o uso?”
  • “o que você fez com os dados obtidos na ferramenta?”

Se tivéssemos essas respostas, saberíamos exatamente o que um usuário quer como resposta à pergunta “como usar o google trends”.

Infelizmente, aqui vamos seguir do jeito mais rápido. Que é, basicamente, usar a internet ao nosso dispor.

Ou seja, vamos jogar nossa busca no Google:

Google Trends como usar - resultados de busca

Para a imagem não ficar grande demais, nós incluímos somente alguns resultados da pesquisa.

No entanto, o que irá fundamentar a análise de intenção de busca é a posição do nosso conteúdo.

Se pegarmos o SEMRush, veremos que hoje ele está na segunda página:

Google Trends como usar - posição na busca

Como visto acima, nosso conteúdo está na 13a posição.

Ou seja, todos os doze textos que vêm antes são, em princípio, melhores respostas do que a nossa.

Então precisamos ler e analisar todos eles, a fim de ver porque tais materiais são melhores do que o nosso.

Porquê? Porque como já abordamos, o Google foca em relevância. Entregar a melhor resposta. Suprir a intenção de busca do usuário.

Então, se um resultado de busca é melhor do que o seu, é porque ele atende o que as pessoas estão pesquisando.

Mas calma. Ainda podemos analisar um pouco mais.

Pesquisas relacionadas

Lá no finzinho da tela de resultados de pesquisa que printamos mais acima, é possível ver as seguintes informações:

Google Trends como usar - pesquisas relacionadas

O que o Google está fazendo aqui? Ele está tentando dar mais opções para quem está navegando.

Lembra daquele recurso “pessoas que compraram isso também compraram aquilo”? Que é comum em lojas virtuais?

É  mesma situação aqui.

É comum usuários não terem certeza do que estão buscando. Ou terem dificuldade de enriquecer a sua pesquisa com mais termos complementares.

Para ajudar, o Google complementa. E ele faz isso usando dados de pesquisa. Comportamento do usuário. Pesquisas relacionadas.

O que isso nos diz?

Se o seu conteúdo agregar não só o termo principal “como usar o google trends”, mas também essas outras pesquisas, ele se tornará mais robusto.

E se ele é mais robusto e mais completo, ele entrega uma melhor resposta, e merece ficar mais na frente.

Pesquisa no Youtube

No print mais acima, você deve ter percebido que o Google ofereceu resultados do Youtube.

Isso nos diz que esse tipo de usuário possivelmente tem interesse em um resultado de vídeo.

E isso é bem compreensível, já que estamos falando de um conteúdo explicando uma ferramenta. Ou seja, mostrar as telas, como usar cada recurso, isso depende de imagens.

Como aproveitar esse contexto?

Primeiro, repita a mesma pesquisa no Youtube:

Google Trends como usar - pesquisa no youtube

A lógica do Youtube não é diferente da do Google.

O objetivo é entregar o conteúdo que responde o interesse do usuário.

Então, se você quer ter a melhor resposta, vale não só analisar quem está bem posicionada no busca de texto, mas também na busca por vídeos.

Sim, claro, no nosso caso não vamos produzir vídeos.

Mas isso pode nos trazer alguns insights valiosos:

  • usar vídeos de parceiros ou de referências no nosso conteúdo;
  • usar mais recursos audiovisuais (imagens, etc);
  • ver que tipo de resposta os vídeos oferecem.

Analisando a intenção de busca

Como o objetivo é você continuar lendo esse material, vamos resumir aqui aspectos vistos no nosso conteúdo e nas referências analisadas.

Aspectos do nosso conteúdo:

  • somente uma imagem;
  • sem telas do Google Trends;
  • 5 subtítulos;
  • sem vídeos;
  • sem exemplos reais;
  • poucos links externos.

Aspectos dos conteúdos ranqueando na nossa frente (e dos vídeos):

  • índice;
  • mais de 10 imagens;
  • exibe telas do Google Trends;
  • passo a passo de como usar;
  • exemplos reais;
  • vídeos embutidos;
  • caso de uso;
  • aplicações reais;
  • materiais complementares.

Para explicitar uma noção mais visual, veja abaixo uma comparação entre o nosso conteúdo e alguns que estão na frente:

Google trends como usar - comparação de resultados

Imagem comprida e um pouco ilegível né?

Mas acredito que seja possível observar algumas diferenças entre o nosso conteúdo e os demais:

  • o tamanho do conteúdo;
  • a quantidade de títulos e tópicos;
  • a quantidade de multimídia (imagens e vídeos).

Com todo esse material em mãos, você acredita que o nosso exemplo aqui, o nosso conteúdo, está bom o suficiente?

Entendendo a intenção de busca

Olhando para o nosso texto, e comparando o que o Google de fato entrega para quem pesquisa, fica bem óbvio que nosso conteúdo não está entregando qualidade.

E, mais importante, também fica claro onde precisamos melhorar para termos chance de sermos mais relevantes e ajudarmos o usuário a encontrar suas respostas.

Alguns insights:

  • incluir vídeos sobre o Google Trends;
  • detalhar um passo a passo de como usar a ferramenta;
  • colocar imagens explicativas com legendas da ferramenta;
  • incluir exemplos e casos de uso;
  • fazer o conteúdo mais robusto, respondendo às perguntas complementares.

Já é bastante trabalho para fazermos, certo?

Passo 2: garantindo o foco

Bom, vamos dizer que usamos todas as conclusões acima.

E melhoramos o nosso texto e deixamos ele em primeiro lugar no Google. Sensacional!

Mas e aí? Vamos ter tráfego? Vamos ter leads? Vamos ter vendas?

Como já detalhamos, isso é muito, muito importante.

De que adianta encher o seu site de gente se ninguém converte? Realiza a ação que você espera que eles realizem?

É a mesma coisa de dar sorvete de graça em uma loja de roupas. Vai encher de gente, eu garanto. Mas essas pessoas irão comprar de você?

Então, vamos parar e olhar para o nosso texto.

Estamos falando sobre Google Trends. Quem pesquisa sobre isso?

  • estudantes de publicidade, jornalismo, marketing digital e afins;
  • estagiários de marketing;
  • profissionais de marketing.

Que respostas as pessoas querem?

Beleza. Podemos ajudar nisso tudo. Mas onde está a conexão entre a dor e a solução?

No nosso caso, a dor que queremos atacar é bem óbvia:

  • visibilidade no Google.

Porque? Porque a Flammo trabalha com SEO. E é isso que o SEO resolve.

Sendo assim, nosso conteúdo precisa atacar dois pontos primários:

  • explicitar essa dor e;
  • mostrar como podemos ajudar com essa dor.

Explicitando a dor

Não acredito que você tenha lido o nosso texto (apesar dele ser bem curto), mas é bem rápido ver que ele aborda muito pouco a dor que queremos ressaltar.

Entenda o seguinte: se falarmos de Google Trends só pela ferramenta (e não porque usá-la ou para quê ela serve), vamos falar com toda e qualquer persona.

E não é qualquer usuário que usa o Google Trends que necessariamente tem a dor que queremos abordar (embora seja bem provável).

Ou seja, logo no início do texto, precisamos deixar claro o nosso objetivo.

E, na verdade, nós até tentamos fazer isso:

Texto Flammo google trends - primeiro parágrafo

Até que não está ruim. Só que está genérico. Muito abrangente.

Nosso objetivo é visibilidade na busca. No Google. Como o Google Trends pode ajudar nisso.

Então sim, podemos ser mais objetivos. Mais focados. E não tentar ser abrangentes demais.

Mostrando como podemos ajudar com a dor

Expandindo um pouco nosso raciocínio, podemos falar que é possível usar o Google Trends para diversos fins:

  • volume de busca;
  • idéias para campanhas;
  • curiosidades sobre pesquisas;
  • trabalhos acadêmicos;
  • dentre outros.

Mas o nosso objetivo ao fazer esse texto é mais direto:

  • queremos as pessoas preocupadas com a posição do seus sites na busca orgânica.

Mais especificamente, queremos o profissional de marketing que está usando a ferramenta para saber se um determinado termo de busca tem volume suficiente para justificar um investimento em SEO.

Por uma razão muito simples. Nós temos essa resposta. Podemos ajudar com SEO.

Um trabalho acadêmico? Talvez. Mas não é o nosso foco.

Google Ads? Pode ser. Mas também não é o que queremos.

Campanhas publicitárias? Não. Não somos esse tipo de agência.

Google Trends como usar - último parágrafo

E, afinal, isso está explícito ao final do nosso texto?

Se você pensou “tudo errado”, estou junto com você.

Observe:

  • não há nenhuma menção a “SEO”, “busca orgânica” ou “posicionamento no Google” nessas frases (não verdade, nenhum desses termos está presente no texto – péssimo);
  • as frases falam de marketing de conteúdo. Não de SEO. Não é ruim. Mas não é o que queremos;
  • o texto vai fechando falando que é um “ferramenta poderosa”, mas não conecta isso com a nossa solução;
  • e para fechar com chave de ouro (?): convidamos o usuário a ir ao nosso Facebook? Nós não focamos em redes sociais. Porque não convidar a assinar a newsletter ou ler um texto relacionado?

Que fique claro: a idéia não é chegar ao fim do texto e fazer um pitch comercial.

Falar que vendemos isso, aquilo e que somos a melhor agência de SEO, blá, blá, blá.

Não é isso.

A idéia é ajudar o usuário. Direcionar ele para aprender mais. Ajudá-lo a descer o funil.

Neste conteúdo, especificamente, o próximo passo não é fazer uma cotação de SEO.

Mas pode ser entender como fazer SEO, como ele funciona, a relação entre SEO e conteúdo, dentre outras possibilidades.

Não, não precisa forçar a apresentação do seu produto.


Mas explicite o próximo passo. E direcione o usuário para o seu foco.

Passo 3: confirmando a palavra-chave

Esse tópico é bem simples, e tem bastante relação com a questão da intenção de busca.

O fato é, como já falamos, o Google evoluiu bastante a sua capacidade de entender o que as pessoas querem como resposta.

Então, em teoria, poderíamos focar mais na resposta em si (no texto), do que na palavra-chave.

Na prática, porém, isso ainda não é tão perfeito.

Vamos considerar algumas variações de termos de busca que seriam interessantes para o nosso conteúdo:

  • google trends como usar
  • google trends;
  • guia google trends;
  • google trends como funciona;
  • google trends passo a passo;
  • google trends o que é;

São pesquisas relativamente similares, certo?

Vamos olhar nos resultados de busca:

Google Trends como usar:

Google Trends como usar - resultado de busca

Google Trends:

Google Trends - resultado de busca


Guia Google Trends:

Guia Google Trends - resultado de busca

Google Trends como funciona:

Google Trends como funciona - resultado de busca

Google Trends passo a passo:

Google Trends passo a passo - resultado de busca

Google Trends o que é:

Google Trends o que é - resultado de busca

Agora, no caso do nosso conteúdo, vamos olhar para o ranking que o SEMRush nos apresenta para cada palavra-chave:

Ranking SEMRush - termos Google trends

O que todos esses prints deixam claro?

Diferentes pesquisas têm diferentes resultados.

Sim, você pode fazer um belo conteúdo e conseguir posicionar bem para todos termos relacionados.

Mas não é assim que se chega lá. Isso é uma consequência.

Podemos especular com um pouco de segurança que todos os conteúdos robustos começaram focando em um termo só, para depois expandir sua abrangência e capturar mais tráfego de busca.

Escolhendo a palavra-chave

Em termos gerais, a premissa básica é muito simples:

  • comece com só UMA palavra-chave.

Esse termo de pesquisa deve refletir os aspectos já discutidos aqui:

  • intenção de busca;
  • foco.

Então, não vamos ser pretensiosos e querer ranquear para todas as variações de “Google Trends”.

Vamos focar na nossa palavra de interesse primário, que seria “como usar o google trends”.

E aqui, se você olhou os prints acima, talvez esteja se pergunta “o texto está ranqueando melhor para outros termos de busca”.

É verdade, e eles são:

  • guia Google Trends;
  • utilizar o Google Trends;
  • Google Trends;
  • Google Trends passo a passo.

Porque não focar em algum deles?

Aqui estamos olhando para uma variável nem sempre precisa, mas é a que temos: o volume de busca:

Termos Google trends - volume de busca

Sim, nós estamos mais na frente nos resultados de busca para outros termos, mas eles não têm volume de busca.

O termo “Google Trends” tem mais volume, mas qual a intenção do usuário quando ele busca por essa palavra?

Mais provavelmente ele quer usar a ferramenta, saber o endereço dela, e não buscar por um guia de como usar.

Por essa razão, vamos manter nosso foco na pesquisa por “como usar o google trends”.

Agora é hora de ver se estamos fazendo por onde no nosso conteúdo para merecer uma boa posição para esse termo de busca.

Passo 4: palavra-chave no título, descrição e URL

Antes de advogar a presença da palavra-chave em várias partes do nosso conteúdo, é importante lembrar o que citamos aqui.

Depois dos updates Hummingbird e Rankbrain, o Google já possui um bom entendimento do que o usuário está buscando.

O que isso quer dizer?

Quer dizer que não adianta você colocar a exata palavra-chave no título, H1, descrição e URL se o seu conteúdo não é bom e não responde a dúvida do usuário.

Sim, a palavra deve estar no seu texto, para o Google e as pessoas entenderem do que você está falando, mas de forma natural, não artificial:

  • não repita demais a palavra-chave;
  • não force a presença dela;
  • use sinônimos;
  • escreva naturalmente;
  • e, principalmente, responda o usuário.

Dito isso, vamos esclarecer cada um dos pontos citados aqui.

Título (ou meta tag title)

O título é o nome da página.

É a frase que aparece lá no topo do navegador:

Meta tag title - navegador

Esse atributo também é conhecido como meta tag title, porque é assim que ele é especificado no código-fonte da página:

Meta tag title - código-fonte

E, tão importante quanto, essa tag é a que o Google usa para exibir o título do seu resultado na página de pesquisa:

Meta tag title - resultado de busca

Por esse item é tão crucial?

O título, ou meta tag title, diz do que se trata a sua página. É o título dela.

E sim, você pode estar pensando:

“O usuário não vê o título lá em cima no navegador. Ele tem várias abas abertas”.

É verdade. Mas, do ponto de vista de quem busca, é esse título que vai aparecer no resultado do Google.

E um título ruim ou inadequado pode trazer duas consequências:

  • a pessoa não clica, porque o título não é atrativo;
  • o usuário clica, entra no conteúdo e volta para o Google, porque o título não tem conexão com o texto.

E para o Google?  O buscador usa esse título como primeiro item para entender do que você está falando. Em paralelo ele vai considerar outros detalhes, que vamos falar aqui.

Diante de tudo isso, qual você acha que é a consequência de não ter a palavra-chave foco no título?

Se ela não está lá, o Google não vai conseguir relacionar a sua resposta com as dúvidas que as pessoas estão digitando no buscador.

No nosso caso aqui, o título é “Como utilizar o Google Trends no marketing digital”.

Sim, o Google Trends está no título. Mas o “como usar” não está.

Como falamos, “como utilizar” é sinônimo e o gigante das buscas vai entender o que queremos.

Mas não custa nada usarmos a palavra exata (que tem mais volume de busca) não é?

Sendo assim, garanta a presença da palavra-chave no seu título. É o que vamos fazer no nosso texto.

Descrição (ou meta tag description)

Como o próprio nome diz, esse atributo visa descrever do que o seu conteúdo está falando.

E ele está presente no código-fonte, logo depois da meta tag title:

Meta tag description – código-fonte

E, se observamos o resultado na página de busca, ele também está lá:

Meta tag description - resultado de busca

Ou seja, por mais que no nível de página o usuário não veja a descrição, nos resultados de busca ele pode ver. E isso pode conquistar ou descartar um clique e uma visita à sua página.

Para além disso, o nosso amigo Google vai olhar nessa meta tag se a busca que o usuário fez pode ser respondida pelo seu conteúdo.

E lembremos da nossa palavra-chave “como usar o google trends”. Ela não está na descrição.

E mais do que isso, a nossa meta tag description é excessivamente genérica. Poderia ser a descrição da própria ferramenta.

Então, de cara, já podemos considerar duas otimizações:

Parece básico né? Mas assim como nós, muita gente esquece de prestar atenção de otimizar a meta tag description.

URL (ou endereço da página)

A URL é o endereço do seu conteúdo.

É o que aparece no navegador:

URL - navegador

E também pode aparecer nos resultados de busca:

URL - resultados de busca

E, antes que você me pergunte, sim, existem casos como o nosso onde o Google não exibe a URL na página de resultados de busca. Ele exibe o que você está vendo acima.

Isso pode acontecer por algumas razões:

  • possível melhor experiência para o usuário;
  • a sua URL é ruim ou ilegível;
  • a exibição fica mais simples dessa forma.

Vale ressaltar que o gigante das buscas não explicita isso.

Ele apenas informou que pode fazer isso. Mas o porquê entra dentro da caixa preta do algoritmo, à qual nós não temos acesso.

Melhores práticas para o endereço das suas páginas podem cobrir todo um blog post. Esperamos fazer isso em outra oportunidade.

Aqui, no entanto, o nosso foco é a presença da nossa palavra-chave na URL.

Como já falamos, o Google busca por sinais relacionados ao nosso conteúdo nos principais elementos estruturais de uma página: title, description, url, H1 e texto.

E o sinal mais simples, como você pode imaginar, é se a palavra-chave está presente.

No nosso caso, porém, ela não está.

Lembremos a nossa palavra-chave foco “como usar o google trends”. Ela não está na URL:

URL - texto Flammo

E sim, se considerarmos que o Google está melhor em entender intenções de busca, “utilizar o Google Trends” pode servir como um sinônimo, tanto que, como vimos, o nosso texto ainda ranqueia para a nossa palavra-chave foco.

Mas se podemos ser exatos, porque usar um sinônimo? Porque não sermos explícitos?

E, aproveitando a melhor prática de URLs, é a oportunidade de simplificarmos esse nosso endereço. Afinal ele está muito longo.

Nossa sugestão? Vamos sair de:

  • flammo.com.br/blog/como-utilizar-o-google-trends-em-estrategias-de-marketing-digital/

Para:

  • flammo.com.br/blog/como-usar-o-google-trends/

Bem melhor né? E bem fácil de fazer, usando um simples redirecionamento 301.

Passo 5: palavra-chave no H1 e texto

Já falamos do title, meta tag description e URL.

Esses três elementos são menos associados ao usuário em si, visto que ele não avalia muito os mesmos ao consumir um conteúdo.

No entanto, como vimos, eles são cruciais para que o Google consiga interpretar do que a sua página está falando.

Mas, seguindo em frente, há dois outros atributos de um conteúdo que são mais perceptíveis para o usuário, e que são igualmente cruciais para o buscador.

Eles são o H1 (heading tag 1) e o texto em si.

H1 (heading tag 1)

Você já deve ter lido bons textos.

Via de regra eles possuem títulos e subtítulos.

Em um documento HTML, você consegue usar algumas tags para especificar o que são títulos e o que são subtítulos.

Para manter a hierarquia, você consegue fazer isso usando as tags H1, H2, H3, H4, e por aí vai.

Como você deve ter concluído, o H1 é o primeiro título. O principal.

O H2 são os subtítulos. E é possível também usar também as outras heading tags citadas.

Ok, mas qual a diferença entre o H1 e a meta tag title que citamos mais acima?

O H1 aparece no texto, não no navegador e no resultado de busca:

Texto Flammo - H1

E depois naturalmente, há os H2:

Texto Flammo - H2

E cabe outra pergunta. Se eu já tenho a meta tag title, qual a relevância do H1 (e das demais heading tags)?

A experiência do usuário. E consequentemente, a relevância que o Google vai atribuir para a sua página.

Note que o H1 não precisa ser igual à meta tag title.

O título da página precisa ser agressivo para capturar cliques na página de resultados de busca.

O H1 precisa ser descritivo para mostrar ao usuário do que a sua página está falando.

Mas ambos precisam ser relevantes. E ambos precisam ter a palavra-chave foco.

No nosso caso, o problema é o mesmo da meta tag title. “Google Trends” está lá, mas não o “como usar”. Façamos essa correção.

Lembre-se então: sempre tenha o H1. E use de forma clara, ajudando o usuário a entender do que se trata o conteúdo.

Texto

Se você já deu uma fuçada por aí em como otimizar o seu texto para SEO, provavelmente o termo Latent Semantic Indexing (análise semântica latente) já passou pelos seus olhos.

Se você tem interesse em entender mais sobre o assunto e sua relação com SEO, vale dar uma olhada nesse belo texto do Bill Slawski.

Simplificando bastante, o LSI deveria resolver a dificuldade de um algoritmo entender sinônimos.

Por exemplo, para um ser humano, os termos abaixo podem ser a mesma coisa:

  • usar google trends;
  • utilizar google trends;
  • aplicar google trends;
  • uso do google trends;
  • etc.

E se eles são a mesma coisa, a resposta deveria ser igual, certo?

E mais do que isso, um texto que usa sinônimos certamente tem uma leitura mais agradável.

A repetição de palavras sugere falta de domínio da escrita, além de incomodar quem está lendo.

Diante disso, alguns especialistas advogam que o Google usa essa tecnologia (o LSI) para privilegiar textos que usem sinônimos ao invés de conteúdo que repetem a palavra-chave.

Mas vale ressaltar que, se você leu o material do Bill mais acima, não há evidências que sustentam isso.

Por que se preocupar então?

Porque é melhor para o usuário. E se é melhor para ele, o Google vai privilegiar a sua resposta.

Em suma, vale considerar algumas melhores práticas:

  • garanta que a sua palavra-chave esteja no seu texto;
  • não repita ela demais;
  • use sinônimos.

E no nosso texto?

Vamos primeiro olhar a presença da palavra-chave:

Texto Flammo Google trends - presença palavra-chave

Ela não aparece nenhuma vez.

Sim, se buscarmos somente por “Google Trends”, são 6 ocorrências. Mas esse não é o nosso termo foco.

Então é possível melhorar nesse aspecto.

Agora, olhando para a questão dos sinônimos, se você ler o texto, verá que existem alguns sim:

  • “recurso”;
  • “ferramenta”
  • “ferramenta do Google”.

Ou seja, aqui não está de todo ruim.

Em todo caso, em termos gerais, é possível sim otimizar o texto para garantir que a palavra-chave esteja presente e que o conteúdo ofereça uma leitura agradável para o usuário.

Passo 6: o texto deve responder a pergunta

Esse tópico parece ser muito óbvio, mas acaba sendo ignorado mais vezes do que você imagina.

Isso devido à realidade do marketing de conteúdo hoje.

Muitas vezes, quem escreve o conteúdo não é especialista naquele assunto ou nem mesmo trabalha na área.

Trata-se de um redator ou jornalista que sabe escrever muito bem, mas que tem pouco entendimento do assunto.

Não é o caso de escrever um artigo científico.

A questão é que o título, a chamada, e o foco na palavra-chave não pode ser clickbait.

Você não pode enganar o usuário e prometer a resposta se não há como oferecê-la.

Do contrário, ele rejeita o seu conteúdo em segundos, e esses sinais vão direto para o Google.

Olhemos nosso caso aqui então.

O título que aparece na página de resultados de busca é “Como utilizar o Google Trends no marketing digital”.

Como já falamos, o nosso texto tem em torno de 574 palavras e nenhuma imagem ou vídeo.

A pessoa que buscou por “como usar o Google Trends” provavelmente quer instruções detalhadas de como trabalhar com a ferramenta.

E nesse caso, infelizmente, nosso texto não responde de forma satisfatória.

Para fins de comparação, vejamos o conteúdo que está em primeiro lugar para o termo buscado:

Conteúdo que responde - texto melhor ranqueado

Como ele é bem extenso, não convém colocar o print inteiro.

Vamos a alguns detalhes desse texto:

  • total de palavras: 1.580
  • total de subtítulos: 14 (incluindo títulos e subtítulos);
  • total de parágrafos: 70 (aproximadamente);
  • imagens: 9;
  • vídeos: 2;

E se você esqueceu, seguem dados do nosso:

  • total de palavras: 574
  • total de subtítulos: 5 (incluindo títulos e subtítulos);
  • total de parágrafos: 8;
  • imagens: 1;
  • vídeos: 0;

Provavelmente o exemplo que mostramos tem uma melhor resposta, certo?

Considere então a sua palavra-chave foco.

Se ela é muito específica, dê uma resposta direta.

Se ela é mais ampla (como a que estamos usando de exemplo), dê uma resposta detalhada.

A página que conseguir responder melhor é a que aparecerá no topo das buscas.

Passo 7: o texto deve ser fácil de ler

Outro tópico que parece ser pré-requisito.

Aqui, no entanto, pode acontecer o contrário do que citamos acima.

Quem está escrevendo entende do assunto mas tem pouca experiência com a escrita para web.

E aí, o que pode acontecer?

  • parágrafos longos;
  • falta de títulos;
  • falta de subtítulos;
  • sem uso de listas, negrito, itálico e linkagem interna.

Você sabe como funciona a leitura no ambiente digital.

As pessoas “escaneiam” o conteúdo, e só depois de confirmar que ele realmente tem qualidade é que elas decidem gastar tempo com um leitura mais profunda.

E agora olhemos um pedaço da nossa página:

Por um lado, parece bom, certo?

Afinal, os parágrafos são curtos, os subtítulos são claros e o conteúdo é relativamente objetivo.

Mas por outro, os parágrafos poderiam ser ainda mais curtos, poderíamos usar negrito e também outros recursos de texto, como listas.

Isso certamente ajudaria na leitura.

Então, não ignore esse princípio supostamente básico.

Passe o olho no seu conteúdo. Escaneie ele. Veja se a leitura é agradável e simples.

Passo 8: tenha autoridade

Talvez você não saiba, mas o Google sabe muito bem que a sua busca não é perfeita.

E por essa razão, a empresa emprega um número não definido de pessoas ao redor do mundo para validar se os resultados de busca estão sendo satisfatórios.

Sim, você leu direito.

O algoritmo não consegue interpretar uma página como um ser humano. Então é necessário que os humanos digam ao Google se o algoritmo está entregando bons resultados ou não.

Mas quais os critérios? Eles estão nesse documento. São as diretrizes de qualidade para os avaliadores.

Basicamente, para validar resultados, você tem que entender muito bem o que esse documento fala.

E o que isso tem a ver com autoridade?

Tem a ver que em junho de 2018 o Google atualizou esse documento, destacando a parte abaixo:

Diretrizes para avaliadores Google - E.A.T.

Se você quiser entender melhor, sugiro dar uma lida no documento com calma.

Traduzindo, o que aconteceu foi que o buscador pediu para os avaliadores identificarem a autoridade de quem escreveu o conteúdo (seja o site em si ou o autor do texto).

E eles detalharam os seguintes critérios:

  • expertise (ou conhecimento do assunto);
  • autoridade no assunto;
  • confiabilidade do site ou autor.

Alguns especialistas conduziram estudos sobre isso. Muito porque logo depois dessa mudança nas diretrizes, sites que abordavam temas relacionados a finanças e saúde começaram a perder muito tráfego.

E porquê? Pelo fato de que eles são atendiam a esses critérios acima.

O Google quer respostas de qualidade

Na prática a questão toda é muito simples.

Se você for buscar uma orientação médica, vai confiar em quem? Em um médico ou em alguém sem credencial nenhuma?

No médico certo?

E se o buscador, enquanto organizador de informações, entrega uma resposta duvidosa para o usuário, o que acontece?

Nós perdemos a confiança no Google.

Daí vem a preocupação em buscar autoridade. E não só isso, mas também expertise e confiabilidade.

Em suma, os avaliadores irão buscar no seu site:

  • quem escreveu esse conteúdo?
  • ele sabe do que está falando?
  • quais as credenciais dessa pessoa?
  • ela tem conteúdos em outros sites?
  • ela tem perfis profissionais em outros sites?
  • afinal, devo confiar no que ela está falando?

Sim eu sei. Isso complica um pouco a vida de quem produz muito conteúdo.

Mas a solução não é assim tão complexa.

Identifique e credencie o autor

Se você deu uma navegada aqui pelo nosso blog, viu que alguns conteúdos têm seus autores devidamente identificados:

Autor Flammo - Gabriela Leroy
Autor Flammo - Felipe Sobreira

O objetivo dessa identificação é exatamente atender à essa demanda do Google.

Identificar o autor. Estabelecer autoridade.

Só que o nosso blog ainda precisa melhorar.

Se você tentar clicar no nome dos autores aqui, verá que eles não são clicáveis. Ou seja, não há credenciais.

Sim, se você buscar no Google pelos autores acima, deve achar alguns indicadores de credibilidade.

Mas não seria muito mais fácil colocar isso direto no site?

Aí já temos um ponto necessário para aumentar o nosso potencial de ranqueamento.

O autor pode reforçar a autoridade

Se voltamos ao nosso texto de exemplo, o que temos no lugar do autor?

Isso aqui:

Autor Flammo - Equipe Flammo

“Equipe Flammo”. Não é autor, certo?

E eu sei o que você está pensando. Na verdade, devem ser alguns dos pensamentos abaixo:

  • “eu terceirizo meu conteúdo. Não há como assinar”;
  • “minha empresa é muito grande, ela já tem reputação”;
  • “não posso dar tanto destaque para o redator”.

Que fique claro. Estamos falando de uma recomendação. Olhando para o usuário primeiro e depois para o Google.

Não estamos dizendo que não ter o autor vai te prejudicar. Nem que a sua empresa não tem reputação suficiente para assinar um texto.

O que ressaltamos é que o seu público vai confiar em um conteúdo escrito por alguém que tenha expertise, autoridade e confiabilidade.

E se o seu público confia, o Google recomenda. Simples assim.

Se você ainda não se convenceu, retomemos o resultado que está em primeiro para o termo “como usar o Google Trends”:

Autor - conteúdo melhor ranqueado

O conteúdo acima não só identifica o autor, como também tem uma página para ele:

Autor - página conteúdo melhor ranqueado

Será que vamos conseguir ranquear melhor se não também oferecermos um autor e suas credenciais?

Provavelmente não.

Então, o que vamos fazer aqui assim que otimizarmos esse texto é atribuir o autor que fez a otimização.

E sugerimos fortemente que você faça o mesmo no seu conteúdo.

Passo 9: enriqueça o conteúdo

Pense em um manual de instruções. Online ainda, em um site.

O que atende melhor o usuário?

  • um manual só com texto corrido ou;
  • um manual com prints, imagens, vídeos, informações importantes destacadas, etc?

Claro, isso depende um pouco do contexto. E do assunto. E da palavra-chave foco.

Em cenário onde quem pesquisa quer um artigo técnico, texto é suficiente. Afinal é isso que a pessoa está buscando.

Mas o nosso exemplo é uma ferramenta. Como usar uma ferramenta.

E como você já viu, tudo o que nosso conteúdo oferece são descrições. Sem imagens, sem vídeos.

E a referência? O conteúdo que ranqueia melhor?

Há imagens:

Imagens - conteúdo melhor ranqueado

Há vídeos:

Vídeos - conteúdo melhor ranqueado

E até áudio:

Áudio - conteúdo melhor ranqueado

Isso quer dizer que o conteúdo deles é melhor?

Talvez sim, talvez não (mas provavelmente sim).

Mas o ponto não é esse. O ponto é que certamente o conteúdo é mais rico.

Ele oferece mais opções para o usuário. Como o manual de instruções que citamos.

Considere imagens e vídeos

No nosso material, vamos incluir screenshots, prints e possivelmente vídeos.

E além disso, também vamos enriquecer e ampliar o conteúdo.

Explicar as imagens, detalhar os vídeos. Tornar o conteúdo mais robusto.

Só assim conseguiremos oferecer uma melhor resposta.

Considere esse mesmo raciocínio para otimizar o seu conteúdo.

Passo 10: estimule a próxima ação

Se você está por dentro do marketing digital nos últimos anos, certamente já ouviu falar de dois conceitos bastante em voga:

Sintetizando, esses dois termos abordam o comportamento do usuário como uma jornada, onde ele costuma passar por algumas etapas até chegar no objetivo final, que seria comprar alguma coisa:

  • aprendizado e descoberta;
  • reconhecimento do problema;
  • consideração da solução;
  • decisão de compra.

E o que isso tem a ver com a otimização do nosso conteúdo?

Tem a ver porque um texto de blog normalmente está dentro de uma dessas etapas da jornada.

Mais comumente, dentro das 3 primeiras.

O que isso quer dizer é que o seu leitor está no meio de um processo. Ele veio de um ponto na jornada e pretende ir para outro.

A questão é que nem sempre ele sabe qual é o próximo ponto.

Entenda a jornada do cliente

Vamos retomar o nosso tópico “como usar o Google Trends”.

Podemos especular que a pessoa que fez essa busca faz parte de alguns cenários:

  • está querendo descobrir o volume de busca de algum termo;
  • descobriu que a ferramenta pode ajudar no SEO e quer entender como.

Sim, já outros casos, mas nós vamos otimizar o nosso material para responder a essas duas intenções.

Afinal, elas é que estão mais associadas ao nosso foco.

Sendo assim, o interesse atual é conhecer a ferramenta. Ver prints, vídeos, instruções de como usar.

Mas e depois? O que o usuário pode querer fazer depois?

Algumas hipóteses:

  • conhecer outras ferramentas;
  • aprender como criar conteúdo para um termo de busca;
  • falar com um consultor (menos provável).

Essas são só algumas possibilidades.

E como poderíamos aproveitá-las? Muito simples.

Colocando um call to action (chamada para ação) no final do nosso texto.

E isso está lá hoje? Vejamos:

Call to action - conteúdo site Flammo

Temos dois calls to action:

  • um chamando para curtir o nosso Facebook;
  • outro oferecendo um ebook de “marketing digital para iniciantes”.

Não parece bom né?

Curtir o Facebook é muito geral e muito pretensioso da nossa parte. Querer que a pessoa nos siga somente depois de um texto? Precisamos entregar mais valor para isso.

Baixar um ebook de marketing digital para iniciantes? Talvez. Mas muito abrangente. O leitor provavelmente quer algo mais direcionado.

E a nossa referência? Vamos ver:

Call to action - conteúdo melhor ranqueado

Eles oferecem um “ebook de ferramentas para o Google”.

E ainda fazem isso de duas formas, colocando um link e um formulário.

Aqui sim, podemos falar que a jornada do usuário foi considerada. E a extensão da navegação pelos conteúdos fica bem mais provável.

Conteúdo acionável ajuda a ranquear?

Estamos falando aqui de, ao final do seu texto (ou durante), é necessário oferecer opções para o usuário continuar navegando e aprender mais.

Ainda há muito debate se indicadores como taxa de rejeição e tempo na página são sinais para o Google considerar como boas ou ruins as páginas.

Mas alguns pontos são indiscutíveis:

  • se o usuário consome mais conteúdo do seu site, a chance dele converter é maior;
  • se as pessoas navegam por mais páginas, o seu tráfego cresce;
  • se você consegue ser útil para quem visita seu conteúdo, seu site ganha autoridade.

Seja direta ou indiretamente, todos esses pontos irão ajudar as suas páginas a serem melhores para os usuários.

E se é melhor para o usuário, o Google coloca na frente.

Passo 11: documente, meça e repita

No nosso outro blog post sobre indicadores de conteúdo, detalhamos o que é necessário medir para otimizar seus textos.

E também mostramos como fazemos aqui.

Na prática, nós citamos nossa planilha no Google Drive onde listamos os nossos conteúdos e a performance de cada um:

Planilha de conteúdos - Flammo

Essa nossa planilha tem mais de 350 linhas, onde estão registrados todos os nossos blog posts, estejam eles publicados ou não.

Esse é o primeiro ponto crucial. Documente.

Crie uma planilha no Google Drive, no Excel, não importa.

Mas liste todos o seus textos. E coloque informações básicas:

  • título;
  • palavra-chave foco;
  • status;
  • última revisão.

Sempre que otimizar algum texto, registre essa rotina. Assim você conseguirá ter clareza se essa interferência ajudou no ranqueamento ou não.

Meça a performance

Acompanhe os indicadores mais importantes das suas páginas:

  • tráfego orgânico;
  • leads orgânicos;
  • posição na busca;
  • impressões;
  • cliques;
  • CTR;
  • tempo na página;
  • taxa de rejeição.

E lembre-se de dar um tempo.

Não faz sentido otimizar um texto publicado há menos de 3 meses (a não ser que ele tenha problemas críticos de intenção, redação e qualidade em relação à concorrência).

Agora, se passou esse tempo e o conteúdo não está performando, é hora de dar uma mexida nele.

Repita

Tentativa e erro.

É assim que as coisas evoluem. E melhoram. E ficam extraordinárias.

Sim, você terá fracassos e decepções.

Terá aquele texto que você vai ter certeza que vai bombar. Porque ele é robusto, cheio de imagens, ou muito melhor que a concorrência.

Mas ele vai e te decepciona.

Mas não se abata. Você tem os números. Levante as hipóteses. Melhore. Otimize.

E repita todo mês esse processo. Aproveite toda a matéria prima que você tem para trabalhar.

Só de ter o conteúdo publicado sua empresa já está na frente. Mas sem otimização o barco afunda.

Ufa! Vamos começar a sua otimização de conteúdo?

Não fique só na teoria! Comece a documentar e melhorar seus textos.

E, principalmente, use isso para aprender mais. Nada como a prática para acumularmos conhecimento.

E, principalmente, fique ligado para não cometer alguns erros comuns de marketing de conteúdo!


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