Devo criar um blog para fazer SEO?

Já falamos um bocado por aqui como o marketing de conteúdo está na boca do povo.

E quando pensamos em marketing de conteúdo, logo também vem à mente os termos posts, blog e SEO.

Nesse cenário, uma recomendação quase genérica para qualquer negócio é criar um blog. Produzir artigos, educar o mercado e por aí vai.

O retorno? Fazer SEO, ter visibilidade no Google.

Só que aqui, estamos mais uma vez generalizando contextos. Aplicando uma estratégia padrão a qualquer negócio.

E isso raramente faz sentido.

Sendo assim, falemos um pouco dessa onda toda de criar blog, e se isso realmente é necessário para uma boa estratégia de SEO.

Se você quiser uma resposta rápida, eu direi “depende”.

Agora se o seu objetivo é ter base para analisar o contexto da sua empresa, vamos seguir o raciocínio juntos!

Qual a diferença entre site e blog?

Nenhuma.

Sim, nenhuma.

Ok, não sejamos radicais. Conceitualmente, não é a mesma coisa. E, se você tem um pouco de curiosidade, vale dar uma conferida no artigo da Wikipédia sobre blogs.

Todo mundo sabe um pouco do conceito primário de um blog. Não foge muito de alguns pontos:

  • canal para publicação de artigos (ou posts, ou publicações);
  • foco maior em conteúdo descritivo e educacional e não em produto ou vendas;
  • alta frequência de publicação/atualização;
  • facilidade de atualização;
  • por vezes destaca o autor, a pessoa que está escrevendo;
  • dentre outros.

E aqui poderíamos argumentar que um site e um blog não são a mesma coisa, afinal:

  • o site foca em produtos. Apresentar a empresa e tentar gerar negócio;
  • o blog foca em conteúdo. Educar o público, engajar visitantes.

Mas, se olharmos pelo viés do SEO, eles são sim a mesma coisa.

Blog, site e SEO: o viés do SEO

O que seria, então, o viés do SEO?

Simples: o contexto de pesquisa, de busca no Google (ou em qualquer outro buscador).

O usuário entra na página de pesquisa e digita alguma coisa. Qualquer coisa. O Google vai oferecer um bocado de opções para aquela pergunta.

E aqui fica a questão: o resultado de busca é um blog ou um site?

Não interessa. Não importa. O resultado é uma página que responde o que o usuário quer.

Essa página pode ser originária de um blog ou de um site. O importante é que esse conteúdo responda a intenção de busca.

E se é isso que interessa para o usuário, pode ter certeza que a mesma coisa é o que importa para o Google. Afinal, ele quer ajudar quem pesquisa.

O que estamos dizendo aqui é que blog é questão de semântica.

No final das contas, tudo são resultados de pesquisa. Páginas que ajudam o usuário. E não interessa se são conteúdos vindos de um blog ou site.

Então, não devo criar o blog?

Calma, eu não disse isso.

O que tentamos explicitar mais acima é que o blog é mais uma ferramenta. E ela certamente é útil.

Você deve, no entanto, colocar na cabeça que não existe diferença entre as páginas do seu site e do seu blog para o usuário e para o Google.

O blog certamente irá ajudar, afinal, ele terá um objetivo e conteúdo mais educativo, diferente do site, que normalmente é mais focado em materiais de produto e geração de interesse comercial.

Criar o blog vai ajudar o SEO?

Se sua empresa já criou, ou está pensando em criar um blog, eu apostaria que isso veio de duas possíveis abordagens:

Vale notar que essas duas frentes não são excludentes.

Você pode ter iniciado o trabalho de marketing de conteúdo focado em SEO.

Afinal, como já falamos aqui, o conteúdo é um dos pilares de um bom trabalho de posicionamento orgânico.

Na mesma linha, a pessoa que te convenceu (ou você mesmo), possivelmente bateu nos seguintes argumentos:

  • você precisa educar o seu público;
  • é necessário aparecer no Google;
  • sua empresa não aproveita o potencial de busca;
  • você deve começar seu funil de vendas;
  • e outros sinônimos.

Até aí tudo bem. O problema é que, como já falamos, o blog é uma ferramenta.

E do que adianta ter uma ferramenta se você não sabe usá-la, e, principalmente, se não existe clareza acerca da tarefa envolvida?

E qual a tarefa envolvida?

Visibilidade. Para gerar vendas e se tornar relevante o suficiente para o Google mostrar o seu site e o seu conteúdo na busca orgânica, e com isso levar as pessoas ao seu site e conseguir oportunidades de negócio.

Então, se você quer uma resposta rápida, o blog vai sim ajudar no SEO.

Mas só criar ele sem entender como o SEO funciona e como você deve usar esse ponto de contato não trará resultados.

Primeiro, entenda o SEO

Primeiro, entenda o SEO

Criar o seu blog, por mais simples e rápido (e barato) que pareça, pode ser um esforço inútil se não houver compreensão de contexto e objetivos.

E eu não sei você, mas eu não gosto de perder tempo. Nem dinheiro. Colocar horas e reais em algo que não vai dar retorno.

Então, antes de comprar uma furadeira sem saber se você precisa de um buraco, vamos entender primeiro qual o seu problema.

Primeiro, avalie o seu contexto de resultados:

  • você tem um site?
  • o site aparece no Google?
  • quantas visitas o Google gera (sem você pagar)?
  • quantas oportunidades de negócio o seu site gera através da busca não paga?

Agora, considere o seu contexto tático:

  • o seu site tem conteúdo relevante?
  • esse conteúdo responde o que o usuário quer?
  • por que o seu site é melhor que a concorrência?
  • o site é bom? Rápido, funciona no celular, navegação inteligível?

Por mais que sua empresa tenha um trabalho razoável eu apostaria que dá para melhorar.

E eu arriscaria dizer que algumas das respostas acima ainda você não tem.

Mas não se sinta mal nem fique na defensiva. A maioria das empresas não têm (ou nem se preocupa).

Então aqui é a oportunidade de você sair na frente.

E o que isso tudo tem a ver com o SEO?

O objetivo do SEO é fazer o seu site aparecer na busca. E para isso acontecer, você deve responder e atacar as questões citadas acima.

Simplificando, seu negócio deve considerar os 3 pilares do SEO:

  • experiência (site bom, rápido, funcional);
  • autoridade (conteúdo robusto, que responde às dúvidas das pessoas);
  • reputação (links em outros sites apontando para o seu, porque você tem autoridade).

Esses 3 pilares estão interligados, e só olhando para eles é que você terá resultados com SEO.

E esses resultados são:

  • posições no Google;
  • visitas orgânicas no seu site;
  • oportunidades de negócio orgânicas;
  • mais vendas.

Agora que entendemos o contexto de busca, voltemos à discussão do blog.

Por que criar um blog é importante?

Se você observou com calma o tópico anterior, percebeu que um dos pilares do SEO é o conteúdo.

E mais ainda, notou que o conteúdo representa as respostas das perguntas que as pessoas digitam no Google.

Ou seja, se você não tem conteúdo e se o seu site não tem as respostas, o Google não te mostra nos resultados de busca.

Só que, como abordamos aqui, site e blog, na prática, são a mesma coisa.

E você poderia se perguntar: “não posso focar no site e garantir que as páginas dele apareçam no Google”?

Sim e não.

A lógica de criar um blog não é ter um blog.

A lógica de criar um blog é ter conteúdo. Mais conteúdo. Abranger outras frentes de texto, imagens e vídeo que você ainda não está abordando.

E por que você não está abordando? Porque sua empresa foca só no produto. Só na solução. E isso é um desperdício de potencial.

Foque na dor além da solução

Vamos pegar um exemplo real. Um dos nossos cases aqui.

Considere uma busca de dor. Por exemplo, a busca “exame demissional”.

Esse é o volume de busca estimado pelo Google Keyword Planner:

Exame volume de busca - palavra chave de dor

E aqui temos o total de tráfego gerado para o conteúdo criado para bater nesse termo (dados do Google Analytics):

Exemplo tráfego - palavra chave de dor

Agora vamos olhar para uma busca de solução. O termo “clínica medicina do trabalho”.

Veja o volume de busca:

Exemplo volume de busca - palavra chave de solução

E o tráfego (no mesmo período):

Exemplo de tráfego - palavra chave de solução

Estamos falando de cerca de 10 vezes mais volume de busca e 10 vezes mais tráfego.

E, mais importante, a dor que batemos, “exame demissional” é diretamente ligada ao serviço oferecido pela empresa.

Então, ainda que a pessoa que buscou não esteja no momento de compra, ela certamente possui uma alta chance de engajar e converter através do conteúdo.

O site normalmente aborda só a solução

Essa conclusão provavelmente ficou óbvia no tópico acima.

O seu site ou loja virtual comumente precisa apresentar sua empresa, seus produtos e oferecer canais para conversão.

E com isso seu conteúdo acaba deixando de lado a discussão sobre as dores relacionadas àquela solução.

Fazendo isso, você acaba correndo os seguintes riscos:

  • o usuário encontra o conteúdo de um canal que não oferece a solução ou;
  • pior, ele encontra o seu concorrente, que já saiu na sua frente.

Nesse contexto, o blog acaba sendo uma saída para sua empresa trabalhar materiais relacionados aos interesses, objetivos, ansiedades e dores do seu público.

Blog, site, página de artigos, não importa

Você não precisa chamar o seu canal de conteúdo de blog.

Pode chamar ele de jornal, de revista, de página de artigos, de central do conhecimento, enfim, o que te agradar mais.

O importante é entender o seu público:

  • o que ele pensa;
  • suas ansiedades;
  • seus interesses;
  • suas dúvidas;
  • suas dores;
  • como sua empresa pode ajudar.

E, partindo desse entendimento, produzir material para ajudar essas pessoas.

Fazendo isso, o Google certamente irá privilegiar seu site e/ou blog.

Como o blog vai ajudar

Até aqui, batemos na questão de conceito. O que significa ter um blog e porque é necessário investir nesse canal.

Mas talvez você esteja se perguntando, na prática, quais os resultados que esse investimento trará para sua empresa.

Embora você já deva ter deduzido quais são esses retornos nos últimos tópicos, explicitemos:

  • mais visibilidade;
  • mais tráfego;
  • mais oportunidades de negócio.

Mais visibilidade

Lembre-se da lógica do volume de busca que já citamos.

Se você pegar os termos de busca somente relacionados à sua solução, qual a porcentagem total de assuntos do seu segmento você estaria abordando? Uns 10% ou 20%?

Agora, se você incluir na conta as palavras relacionadas às dores do seu setor, certamente você fecha a conta em 100%, correto?

Traduzindo em miúdos:

  • foco na solução: você mostra ao seu público (e ao Google) que você só tem essas respostas;
  • foco na solução e na dor: você explicita a todos que você tem todas as respostas.

E se o seu site tem as respostas, você aparece no Google.

E qual o resultado disso? Visibilidade e vendas.

Mais tráfego

Vamos considerar o case que já citamos aqui.

Usando dados do Semrush, vejamos a porcentagem de tráfego que é destinada às principais páginas do site:

Exemplo de tráfego por página

Observe o seguinte:

  • menos de 4% do tráfego orgânico é destinado à página inicial do site;
  • cerca de 63% do tráfego vai para páginas que têm mais visitas do que o site. São páginas do blog.

Se a empresa optasse por não ter um blog e investir só no site (só na sua solução), o que aconteceria?

Ela abriria mão de no mínimo 63% dos seus acessos atuais.

Reiterando: esses acessos só existem porque a empresa optou por construir o seu canal de conteúdo e produzir material para alimentá-lo.

Mais oportunidades de negócio

Se você produz o conteúdo certo, para o seu público, batendo nas dores e intenções de busca dele, o que acontece?

O Google te ranqueia e essas pessoas encontram o seu site.

E se as dores que você explorou estão relacionadas com a sua solução, é certo que existe uma chance dos visitantes fazerem contato e virarem oportunidades de negócio.

Não existe segredo aqui. É a mesma lógica de uma loja física.

Quanto mais gente entrar, maior a chance de você fazer mais negócios.

Sua empresa só precisa garantir que as pessoas certas estejam entrando.

Afinal, você precisa de um blog?

Entendida a relevância do blog, vamos dar um passo atrás e olhar para o contexto real.

O seu contexto real.

Normalmente, uma empresa que está cogitando fazer um blog se encontra em dois momentos:

  • tem site mas não tem tráfego ou;
  • tem site e tem tráfego.

Vamos entender um pouco melhor.

Tem site mas não tem tráfego

Aqui temos a empresa que já entendeu o que é SEO, o que é conteúdo e vai produzir um blog.

Mas aqui vale notar que já vimos diversas empresas que possuíam um site há vários anos. E nunca tiveram visitas com volume e qualidade relevante.

E, de repente, cai a idéia do blog no colo dessa companhia, e ela acha que essa estratégia irá salvar o site.

Muita calma nessa hora. Lembre-se que não adianta fazer um puxadinho na sua casa se ela não tem fundação.

Ela vai acabar caindo.

Então, olhe para o seu site e avalie:

  • ele é rápido?
  • a navegação faz sentido?
  • o conteúdo de produto/solução é bom?
  • ele funciona no celular?

Se você responder “não” para alguma das perguntas acima, o blog não vai fazer milagre.

Primeiro corrija o seu site. Garanta que ele esteja bom.

E, principalmente, tenha o olhar de SEO também para a suas páginas de produto. Meça as visitas, o posicionamento orgânico, defina uma palavra-chave foco.

Se você já fez isso, pode partir para o blog. Se não, passo atrás e vá rever o seu site.

Tem site e tem tráfego

Estamos falando disso aqui:

Exemplo alto volume de tráfego - SEMRush

Uau. Mais de 600 mil acessos orgânicos por mês. Muito bom, não é?

Esse é um exemplo de muitas empresas que partilham de algumas características:

  • o produto é commodity e/ou de varejo;
  • o site existe há algum tempo;
  • houve alto investimento em mídia offline (tv, rádio, revista) e/ou assessoria de imprensa.

O que esses aspectos evidenciam?

O site tem muito tráfego. Mas não porque ele tem conteúdo focado nas dores dos potenciais clientes.

Ele tem muitas visitas porque a marca é conhecida e porque existe muito volume de busca para os principais produtos.

O que estamos dizendo é que esse tráfego é gerado de forma espontânea e não existe nenhum trabalho estratégico de SEO ou de CRO para potencializar e rentabilizar esse cenário.

Será que o blog é a coisa mais urgente aqui?

Provavelmente não.

O mais urgente seria:

  • avaliar a taxa de conversão orgânica;
  • avaliar a qualidade das páginas ranqueadas;
  • avaliar os termos que geram mais visitas.

Você certamente já ouviu falar dessa Lei de Newton:

“Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento.”

O que isso tem a ver com o que estamos falando é que: se você já saiu do zero, se já existe tráfego, é mais fácil conquistar mais visitas.

Então, antes de sair fazendo um blog e produzindo conteúdo, comece pelo básico do SEO.

Melhore o seu site, adeque o conteúdo que você já tem e colha os frutos.

Depois parta para a estratégia de conteúdo.

Aplicando o blog na sua estratégia

O que batemos acima, sintetizando, é que antes de sair chamando gente para entrar na sua loja, você precisa ter uma boa estrutura.

Boa vitrine, bom atendimento, bons produtos, boa circulação, ar condicionado, etc, etc.

Aplicando a analogia, ter um site rápido, com bom conteúdo, que funcione no celular e que em última análise, ajude o seu usuário.

E se você já fez isso, é hora de começar a produzir o seu blog e o seu conteúdo focado nas dores do seu público.

E sim, a abordagem pode variar um pouco, dependendo do seu posicionamento de mercado.

Normalmente, as duas posições mais comuns são:

  • negócios mais abrangentes, com mais público (normalmente varejo e B2C);
  • negócios mais nichados, com menos público (normalmente B2C, vendas complexas).

Blogs para varejo e B2C

Nesse cenário, a grande dúvida ao se investir em conteúdo é porque a solução tem muito volume de busca e o site acaba tendo muitas visitas sem precisar ter um blog.

Consideremos um cenário não tão varejo assim, mas ainda voltado para a pessoa física.

O segmento de investimentos.

Comparemos as seguintes empresas do segmento:

  • XP Investimentos;
  • Rico.

Vale notar que a XP tem uma capilaridade muito maior do a sua concorrente e investe bem mais em mídia tradicional.

Usando o Semrush, vamos observar alguns pontos:

  • tráfego orgânico;
  • palavras chave que geram mais tráfego;
  • páginas que recebem mais tráfego.

Confira nos prints:

Tráfego orgânico:

Tráfego orgânico - Rico e XP Investimentos

Observações sobre o tráfego:

  • a Rico possui algumas centenas de milhares de visitas a mais.

Palavras-chave que geram mais tráfego:

Palavras chave - Rico e XP Investimentos

Observações sobre as palavras-chave:

  • dentre as 10 principais palavras, no caso da XP quase todas estão relacionadas a buscas de marca (buscas por XP Investimentos).
  • além disso, quase 40% do tráfego é gerado pela palavra-chave “xp investimentos”.
  • na Rico, isso também acontece, mas em uma escala menor. O tráfego é mais diversificado e menos dependente da marca.

Páginas que recebem mais tráfego:

Páginas - Rico e XP Investimentos

Observações sobre as páginas:

  • quase todo o tráfego da XP está concentrado na página inicial;
  • existem poucas visitas sendo enviadas a páginas de conteúdo;
  • na Rico a lógica é diferente. A página inicial recebe menos de 25% do tráfego e o restante das visitas é espalhado em conteúdos do blog.

O que podemos concluir desse comparativo rápido?

  • a Rico tem uma estratégia de blog e conteúdo mais robusta;
  • isso reduz a sua dependência de mídia e atrai pessoas que estão focadas em uma dor, e não em uma solução;
  • na XP, é o contrário. A dependência de mídia é maior e as buscas são por solução e não por dor;
  • quem você acha que tem um custo por aquisição menor?
  • quem depende de mídia paga ou quem gera muito tráfego orgânico?

O que queremos explicitar aqui é que uma estratégia de conteúdo em um contexto focado em pessoas físicas é muito poderosa.

Ou seja, se a sua empresa já tem um bom site, pode sim ser vantajoso começar um blog.

E antes que você, estrategista de marketing experiente ou mesmo responsável pelo marketing de uma das marcas levante objeções, algumas ressalvas:

  • trata-se de um comparativo superficial, com números do Semrush (e não do Google Analytics);
  • não temos como saber qual estratégia é melhor, nem qual empresa tem mais resultados;
  • o ponto aqui é: a Rico tem mais conteúdo e gera mais tráfego através desse conteúdo.
  • como isso é mantido e rentabilizado pelas duas empresas é outra conversa, que não é o nosso foco aqui.
  • agora, se você tem outras considerações, mete bronca abaixo nos comentários! A ideia é debater sempre.

Blogs para B2B e vendas complexas

Nas empresas B2B, é comum encontrar cenários onde o trabalho de marketing digital e SEO é bastante precário.

Isso porque a maioria das organizações já possui mais representatividade de mercado e está acostumada a um trabalho de venda corpo a corpo.

Ou seja, muitas delas não se preocupa muito com gerar visitas no site.

Esse cenário, como você pode imaginar, abre espaço para novos entrantes e cria um contexto difuso onde a empresa supostamente tem reputação no mercado mas isso não é refletido no ambiente online.

Ainda assim, a mesma comparação que fizemos acima no contexto de varejo é aplicável a uma situação de venda complexa.

Vamos considerar duas empresas focadas em projetos de energia solar.

Vejamos os mesmos comparativos:

Tráfego orgânico:

Tráfego orgânico - NeoSolar e BlueSol

Palavras-chave que geram mais tráfego:

Palavras chave - NeoSolar e BlueSol

Páginas que recebem mais tráfego:

Páginas - NeoSolar e BlueSol

Aqui a situação é pouco mais parelha, já que as empresas possuem resultados e contextos similares.

Ambas têm volume de tráfego parecido e relativamente diversificado dentre as palavras mais importantes e as páginas principais.

Mas elas só têm esses resultados porque ambas efetivamente investem em conteúdo.

E se pegarmos um terceiro exemplo, o que temos é isso:

Páginas com mais tráfego - Solar Energy

Tráfego concentrado nas páginas de produto e solução, certo?

Essa empresa tem 20 vezes menos tráfego que as duas citadas aqui.

E ela tem blog? Tem. Mas veja o conteúdo:

Conteúdo - Blog Solar Energy

Conteúdo de mercado. Focado em acontecimentos da empresa e do segmento. Esse conteúdo é importante? Sim, claro.

Mas ele bate na dor do usuário? Do público-alvo? Não.

A consequência? A empresa não se aproveita do volume de busca. E com isso, não tem tráfego.

As outras duas citadas, que investem em blog e conteúdo, saem na frente.

Novamente, deixamos as mesmas ressalvas do cenário B2C.

Estamos falando de visitas no site e visibilidade online, não de resultados reais ou de competência de cada uma das empresas.

Seja B2B ou B2C, as pessoas usam o Google

Observe que os comparativos que fizemos são bem similares. Isso porque não faz diferença se a compra é impulsiva ou se ela é complexa.

Quem faz a compra são pessoas. E elas confiam e usam o Google.

Então o ponto é que, se a sua empresa não oferecer respostas às perguntas que as pessoas fazem no Google, todo esse potencial, essa autoridade, essa reputação e essas vendas são perdidas.

Então, reiteramos: se o seu site está bem encaminhado, é hora de começar a produzir conteúdo relevante para o seu público.

Evite esses erros ao criar seu blog

Evite esses erros ao criar o seu blog

Ainda que sua empresa tenha uma boa fundação e um bom site, não é incomum encontrarmos abordagens incorretas ao investir em um blog.

Esse tipo de erro, mesmo a empresa sendo grande e tendo um bom trabalho online, acaba desperdiçando todo o potencial que o conteúdo pode trazer.

Alguns erros comuns ao se investir em um blog:

  • não otimizar o código do blog;
  • dissociar o blog do site;
  • produzir conteúdo sem qualidade;
  • não otimizar o conteúdo;
  • não converter os visitantes;
  • não medir a performance.

Não otimizar o código do blog

Reiteramos: uma página do seu blog em nada diferente de uma página do seu site.

Ambas são estruturas nas quais você investiu dinheiro e espera posicionar melhor no Google e gerar visitas.

Só que muitas empresas, ao produzir o blog, tratam as suas páginas de forma diferente daquelas do site:

  • o blog é feito usando um template pronto;
  • não corrigidos os erros do código;
  • não é otimizada a performance, versão mobile e interface geral.

Em outras palavras, o blog é um puxadinho, o irmão feio do site.

Adianta fazer esse investimento se a sua empresa não vai fazer o básico de otimização SEO no seu canal?

Dissociar o blog do site

É comum encontrarmos canais de conteúdo separados do site.

Na prática, as companhias optam por registrar outros domínios e criar um blog nos mesmos, ao invés de trabalhar um subdiretório (algo como www.nomedodominio.com.br/blog).

Claro, ter um canal separado, um domínio diferente, pode fazer sentido se:

  • o foco do projeto é autoridade e não vendas;
  • você quer capturar leads em um contexto de dor sem mencionar a marca, e depois ir qualificando essas pessoas;
  • a empresa já tem bastante tráfego no seu site e quer diversificar as formas de captura de visitas.

Se a sua empresa não se encaixa nos pontos acima (principalmente não tem alto volume de tráfego), eu apostaria que o foco é ranquear e gerar visitas.

E, fazendo uma analogia simples, se você abrir duas lojas (distantes uma da outra):

  • uma com vendedores tirando as dúvidas dos clientes (mas sem vender);
  • e outra com os vendedores somente vendendo.

Na prática seus clientes terão dificuldade para completar a transação.

Ou eles ficarão com dúvidas antes de comprar ou eles poderão ter dificuldade de ir até o outro canal e finalizar a compra.

Em termos técnicos, se você tem dois domínios competindo pelo mesmo público, sua empresa está canibalizando seus esforços de conteúdo e SEO.

Como resolver? Faça o blog fazer parte do seu site.

Não produzir conteúdo de qualidade

Você já sabe que o marketing de conteúdo está saturado. Mas, se pararmos para pensar, ele sempre foi saturado.

Há quanto tempo empresas produzem material, programas de televisão, folders e outros para tentar capturar a atenção de potenciais clientes?

E fazendo isso batendo nas dores das pessoas?

Ou seja, sempre houveram muitas fontes de informação. E todos nós sempre tivemos uma grande oferta de opções para nos informar.

E como selecionamos aquele conteúdo ideal? O que responde as nossas dúvidas? E nos faz tomar uma atitude em relação aos nossos problemas?

Nós escolhemos o conteúdo de qualidade.

Aquele que sabemos que quem escreveu entende. Vivencia as dores. E sabe como resolvê-las.

Se você pegar alguém que não entende o seu público e o seu produto, essa pessoa vai conseguir produzir um conteúdo para o seu blog, com a qualidade necessária?

Talvez. Mas eu duvido.

Então não se engane. Criar um blog e postar conteúdo superficial não vai dar resultado nenhum.

Não otimizar o conteúdo

Sim, você pode pesquisar o seu público.

Fazer pesquisas com usuários para levantar as dores, interesses, palavras-chave, intenções de busca, e mais.

Só que isso é caro, e nem sempre te dará respostas exatas.

Mas sabe o que pode te trazer muitos insights? O seu conteúdo. A performance dele.

Vamos dizer que você precisa produzir um texto para “desinfetante caseiro”. Qual das dúvidas abaixo terá mais volume de acessos e conversões?

  • desinfetante caseiro receita;
  • desinfetante caseiro de limão.

Se você usar o Google Keyword Planner, verá que ambos os termos possuem o mesmo volume de busca.

Como saber então qual produzirá o melhor conteúdo?

Faça os dois, meça e otimize.

E por otimizar, estamos falando de rotinas simples:

  • acompanhe a posição do conteúdo no Google;
  • como é o conteúdo que está na frente do seu?
  • ele é maior? Mais completo? Possui vídeos, imagens?
  • o site é melhor? Mais rápido? Melhor navegação? Interface?
  • e o seu conteúdo? Tem visitas? Ranqueou? A taxa de rejeição é alta ou baixa?

Agora use essas informações e melhore o seu texto.

Só jogar ele no seu blog não vai fazer milagre.

Não converter os visitantes

De nada adianta entupir o seu canal de gente se ninguém converte.

Você vende espaço no site? Publicidade? Então ok, foque nas visitas.

Agora, se você quer as pessoas comprando, seja online ou offline, seja ligando para você ou colocando o cartão de crédito no site, é necessário que elas convertam.

Faça brainstorms, inclua calls to action no blog, ofereça materiais, ofereça consultorias grátis, etc.

Só não deixe o conteúdo disponível sem despertar a dor do usuário e disponibilizar uma forma dele fazer contato ou compra de você.

Do contrário, cedo ou tarde, sua empresa vai se cansar de manter o blog, produzir conteúdo e não ter frutos.

Não medir a performance

Isso já foi falado, mas é importante ser redundante aqui.

Existem vários indicadores para você medir o resultado do seu blog e do seu conteúdo:

  • posições no Google;
  • total de visitas;
  • total de conversões;
  • taxa de rejeição;
  • tempo na página;
  • links externos;
  • dentre outros.

Se você não acompanhar pelo menos os dois primeiros, como saberá se está dando certo?

No mínimo, eu apostaria que você precisa provar para você mesmo que o investimento está se pagando.

Mas, num cenário mais comum, você precisa mostrar valor ao seu chefe, ao seu sócio, ou aos seus acionistas.

E a idéia do blog provavelmente foi sua.

Você vai querer que isso volte para te morder?

Estabeleça uma rotina de medição. Se você tem pouco recurso e equipe reduzida, acompanhe menos números.

Só não deixe de medir, nunca.

Foque no resultado sempre

Foque no resultado sempre

Em qualquer contexto e investimento corporativo, focar no resultado pode parecer muito óbvio.

Mas já vimos muitos casos onde isso não é verdade.

A empresa acaba investindo em uma iniciativa porque um sócio quer, por questões de ego ou porque o concorrente faz.

Na prática, o investimento acontece sem muita clareza do resultado a ser atingido.

E aqui, o nosso objetivo é falar com empresas que precisam vender para sobreviver.

O que eu apostaria que são pelo menos 99% das organizações por aí.

Sendo assim, sua empresa não pode se dar ao luxo de apostar grana mensalmente em algo sem propósito e sem futuro.

Então, volte à estaca zero:

  • você vai investir no blog mesmo? Ele é prioridade?
  • como você vai garantir a qualidade do canal e do conteúdo?
  • como será a rotina de medição?
  • quantas visitas você espera ter? Em quanto tempo?
  • quantas vendas ou oportunidades de negócio você espera gerar? Em quanto tempo?

Eu sei que ainda é difícil confiar em uma empresa (ou equipe) e deixá-los sair executando qualquer coisa.

Ou seja, eu sei que você, decisor, vai querer entender do riscado, do conteúdo, do blog, do site, para ter mais tranquilidade e confiança em relação ao investimento.

Só que, se você tiver clareza onde quer chegar, qual o resultado esperado, fica mais fácil, não acha?

Você não vai cobrar a equipe ou agência pela execução.

Você vai cobrar pelo resultado. E é isso que realmente interessa.

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