Como aumentar seu tráfego orgânico 215% em 5 meses

Como aumentar seu tráfego orgânico 215% em 5 meses

Se você chegou neste artigo, tenho bastante confiança que você sabe o que é SEO.

E também imagino que você compreenda o objetivo primário de conquistar posições no Google: aumentar tráfego orgânico.

Mas antes que você pergunte, não, esse não é um texto padrão de dicas de técnicas de SEO.

Este artigo é um case de sucesso. O nosso case de sucesso.

Sendo mais claro, em síntese o que alcançamos foi o seguinte:

Tráfego orgânico - Site Flammo

Agora, eu, se estivesse no seu lugar, com certeza estaria fazendo as seguintes perguntas:

  • 5.626 visitas? Mas isso não é pouco?
  • 5 meses não é tempo demais?
  • valeu a pena?

Garanto a você: valeu a pena. Mas vamos entender porquê.

E principalmente, vamos detalhar o que fizemos por aqui, para que a sua empresa também tenha sucesso com SEO e aumente o seu tráfego orgânico.

Porque 215% (ou 5.626 visitas) não é pouco

Vamos considerar que a sua empresa fez alguma coisa, qualquer coisa, no seu site.

E, a partir desse esforço, números bacanas foram atingidos:

  • aumento do tráfego orgânico;
  • redução da taxa de rejeição;
  • melhoria na porcentagem de visitas novas.

Resultados sensacionais para o marketing, não é?

Mas e para a diretoria? Para o financeiro? Para os acionistas? Para os decisores?

Não adianta encher a loja de gente se ninguém compra nada.

Se todo mundo que pisa no seu estabelecimento diz “estou só olhando” e nunca pergunta nada sobre o produto ou não conversa com o vendedor, tem algo errado.

Estamos dizendo que o que interessa são vendas. Então, você, responsável pelo marketing, precisa entregar não só tráfego orgânico, mas vendas.

Claro, eu sei. Quem vende é o vendedor. O trabalho do marketing é gerar oportunidades. Levar o cliente na loja. O cliente certo, obviamente.

Então como chegar mais próximo do indicador de vendas? Medindo as oportunidades.

E é aqui que conseguimos visualizar que um aumento de 215% não é pouco.

Veja quais eram nossos números em julho de 2018 (logo no início do gráfico que mostramos):

Funil de vendas Flammo - Julho 2018

Agora veja os resultados em novembro de 2018:

Funil de vendas Flammo - Novembro 2018

Esqueça as visitas e o tráfego orgânico. O que esses resultados realmente mostram:

  • quase 6 vezes mais leads;
  • aumento de 380% no total de oportunidades.

Claro, é possível culpar outros fatores pelos resultados. Tais como:

  • outros investimentos de marketing;
  • participação em eventos;
  • outbound marketing;
  • sazonalidade;
  • dentre outros.

Só que asseguramos: tirando a sazonalidade, nada disso acima ocorreu.

Não fizemos nenhum outro investimento em marketing, nem patrocinamos nada. Só a sazonalidade pode ter interferido.

De qualquer forma, o que interessa é o seguinte: nós tivemos quase 4 vezes mais oportunidades de negócio após aumentar o tráfego orgânico.

Eu não sei você, mas eu acho que valeu a pena.

5 meses não é muito tempo?

5 meses não é muito tempo?

Ok, vamos ser um pouco realistas.

Nosso contexto provavelmente é diferente do seu. E temos coisas aqui que nem sempre as equipes de marketing conseguem ter:

  • autonomia;
  • foco;
  • expertise;
  • chefe (ou diretoria) pedindo para alocar tempo em ações de curto prazo.

Essas variáveis sem dúvida alguma deixam um projeto de 5 meses gastando energia, tempo e dinheiro inviável.

Porque, como você sabe, são 5 meses sem ter resultados. Arrumando a casa. Para só depois ver a cor da grana.

Agora, também existem fatores no nosso contexto que não facilitam nossa vida:

  • baixo volume de busca (produto de nicho);
  • alta concorrência (empresas sabem fazer SEO);
  • falta de tempo (agências via de regra gastam seu tempo com os clientes, não com elas mesmas);
  • falta de verba (não temos um faturamento astronômico para investir em marketing).

E eu poderia apostar que a sua empresa não sofre de alguns males citados acima. Você tem verba e seu mercado é menos maduro em termos de SEO.

O desafio aqui é conseguir ter foco e autonomia para ter um trabalho de 5 meses sem resultados imediatos. Focando no longo prazo.

ROI positivo (apesar dos 5 meses)

Se você é um gestor de marketing preocupado com o orçamento (e se não é, deveria ser), tenho certeza do que você pensou quando viu esse horizonte de investimento:

  • 5 meses = minhas horas + horas da agência (otimizar site, produzir conteúdo, conquistar backlinks).

Considerando algumas estimativas que fizemos de custo de SEO, estamos falando de possivelmente um investimento total entre R$ 17.000,00 e R$ 25.000,00 (só com a agência).

Isso se paga? No nosso caso, vamos olhar para dados do Google Keyword Planner:

Custo por clique - palavras-chave Flammo (Google Ads)

Os termos acima são alguns para os quais hoje estamos aparecendo na primeira página, na busca orgânica.

De um total de 19.566 visitas orgânicas (números que tivemos nos 5 meses), vamos dizer que queremos que 5.000 venham dos termos acima.

Quanto custaria isso, anunciando ao invés de ranquear organicamente? Calculando:

  • média de custo por clique: R$ 12,97
  • cliques desejados: 5.000
  • custo total: R$ 64.858,00

São 65 mil reais. Sem contar as horas, esforço, energia e verba para gerir e otimizar as campanhas de Google Ads.

Compare agora a estimativa de esforço durante 5 meses para gerar tráfego orgânico e o mesmo tempo para trazer visitas pagas:

  • investimento em SEO: R$ 17.000,00 a R$ 25.000,00 (custo total estimado da agência de SEO);
  • investimento em Google Ads: R$ 65.000,00 (mais as horas da agência de links patrocinados).

Mesmo otimizando a campanha de anúncios, acho difícil o investimento em Google Ads ficar mais acessível do que investir em SEO.

Eu acho que o ROI é positivo. O que você acha?

Como aumentamos nosso tráfego orgânico

Vou pedir a sua licença para continuar falando um pouco de nós.

Isso porque o objetivo aqui não é destacar o nosso “sucesso”. Até porque queremos gerar ainda mais tráfego, leads e vendas.

O propósito aqui é ajudar o seu negócio.

E para esse fim, vamos mostrar como algumas ações simples – mais focadas e recorrentes – podem trazer mais posições no Google para o seu site.

Na prática, ainda há muito que precisamos fazer. Mas as atividades que fizemos até agora consistiram basicamente nas seguintes frentes:

  1. Reposicionamento;
  2. Revisão de personas;
  3. Otimização do site;
  4. Revisão de conteúdo;
  5. Otimização de conteúdo (constante);
  6. Produção de conteúdo;
  7. Monitoramento recorrente.

Vamos falar um pouco de cada uma.

1. Reposicionamento

Reposicionamento

Até hoje, a Flammo passou por alguns posicionamentos de mercado:

  • produtora de sites;
  • agência de marketing digital;
  • agência de inbound marketing;
  • agência de SEO.

Essa mudança de foco ocorreu através de feedbacks dos nossos clientes e também do nosso desejo constante de gerar mais valor.

No nosso contexto específico, nós sempre tivemos como DNA a objetividade e atuação técnica. E também sempre fomos enxutos, mantendo uma equipe de alto nível, mas pequena.

Isso trouxe a clara realidade de que não poderíamos oferecer coisas demais. Precisávamos ser cirúrgicos. Oferecer poucas soluções, mas quem sejam robustas.

O que aconteceu então foi que chegamos no SEO.

Focar nessa disciplina como prioridade. E mostrar aos nossos clientes e ao mercado que temos expertise nessa área.

Ok, ok, certamente você está pensando. E eu com isso?

O que você precisa saber é que esse foco nos trouxe alguns benefícios:

  • proposta de valor clara;
  • diferenciação explícita em relação à concorrência;
  • facilidade de comunicar o que fazemos;
  • redução de processos internos e otimização de entregas.

O ponto crítico aqui é: diferenciação.

Se o seu produto ou serviço é uma commodity, ou se sua empresa tem intenção de concorrer com um competidor muito maior, com mais tempo de mercado e mais dinheiro, você precisa de um diferencial.

Isso não só vai facilitar o seu trabalho de marketing, mas também as suas vendas.

Oceano azul, lembra? Fuja de querer concorrer em um mercado onde há muitos líderes.

Crie o seu mercado, ou corra para um segmento com menos sangue na água.

Se ainda não ficou claro, esse tipo de definição é crucial para um bom trabalho de SEO:

  • seu site será mais objetivo (mais fácil de explicar o que você faz);
  • será mais fácil produzir conteúdo (você tem menos temas a tratar);
  • a transição dor para solução é mais rápida (sua solução é focada, então o topo de funil é mais próximo do fundo);
  • é mais simples conquistar links externos (os outros sites irão reconhecer sua empresa como autoridade no assunto).

Em suma, se o seu argumento de venda é “somos igual ao fulano, só que menor e mais barato”, está errado.

Reveja isso para aumentar seu tráfego orgânico.

2. Revisão de personas

Revisão de personas

Se você observou o tópico anterior e já trabalhou nele, esse agora fica muito mais fácil.

Nós (e você) fazemos marketing para pessoas.

E deveria ser muito óbvia a noção de que não interessa o quanto o seu produto é sensacional e inovador. Se ele não faz diferença na vida das pessoas e empresas, ele não vai vender.

Então esqueça a sua solução por um segundo, e vá entender a dor do seu público. Como o seu produto irá curar essa dor?

E aqui você pode estar pensando:

“Eu quero ranquear no Google para aumentar meu tráfego. O Google é um robô. Ele segue regras para mostrar os sites. Meu público não importa. O que importa é otimizar para o Google.”

Certo? Errado.

Esse raciocínio acima é o velho pensamento do SEO. Burlar a máquina. Aproveitar as brechas.

Na prática, ele se traduzia das seguintes formas:

  • encher o seu site com as palavras estratégicas (ocultas ou não);
  • conquistar links externos artificiais (esquemas de links, robôs de comentários, etc);
  • excesso de conteúdo superficial.

Isso tudo fere a reputação do Google.

Porque ele faz o buscador oferecer resultados irrelevantes. Que aparecem porque os “especialistas de SEO” burlaram o algoritmo, e não porque as páginas possuem as melhores respostas.

E você acha que o Google vai deixar sua reputação ir por água abaixo? Não vai. Ele depende dela para ganhar dinheiro.

Foque na persona, não no Google

O Google quer ajudar o usuário. Só isso. Porque ajudando quem busca, ele ganha mais dinheiro. Não é caridade.

E é por isso que recentemente o buscador liberou importantes atualizações no algoritmo:

O objetivo de ambas é entender o que o usuário quer e interpretar como ele interage com o seu site.

Ou seja, algumas abordagens irão desvalorizar as suas páginas diante do Google:

  • conteúdo que não responde o que o usuário quer;
  • textos escritos para o robô e não para quem buscou;
  • conteúdo raso, superficial ou copiado.

Como evitar isso? Muito simples:

  • converse com seu público. Entenda o que ele quer;
  • converse com sua equipe. Veja o que os clientes perguntam. Reclamações, dúvidas, questões. Anote isso.
  • estabeleça a conexão entre a dor da sua persona e a sua solução.
  • explicite a sua proposta de valor. O que você tem a oferecer que ninguém mais tem?

Isso é o que fizemos aqui. Primeiro reposicionamos e depois fomos atrás de validar nosso entendimento do público.

Só assim foi possível seguir para os próximos passos para conquistar mais posições na busca.

3. Otimização de site

Otimização de site

Como já falamos, o objetivo do Google é ajudar o usuário.

E se você tem a melhor resposta, o melhor conteúdo, aparecer nas buscas é uma consequência.

Mas entregar o que as pessoas precisam é mais do que isso.

Façamos uma analogia. Vamos dizer que você tem o melhor pastel da cidade. Produto sensacional. Validado por muitos clientes.

Só que sua lanchonete é difícil de encontrar. Ela é suja também. Os vendedores são mal treinados e o processo de compra e venda é péssimo.

De que adianta ter o melhor pastel? Nenhum produto de qualidade vence uma experiência de compra ruim.

E esse é ponto chave. Experiência. O Google sabe o quanto isso é importante para o seu público.

E, em termos de sites, o que representa uma boa experiência?

  • site rápido;
  • navegação fácil;
  • bom funcionamento no celular;
  • ausência de interrupções (banners, popups, publicidade intrusiva);
  • interface clara e intuitiva.

As melhorias recentes no algoritmo do Google priorizam isso. E só recebe tráfego orgânico as empresas que focam nessas premissas de experiência do usuário.

Em termos técnicos, você precisa priorizar algumas questões:

  • otimize o código do site. Tire coisas inúteis. Converse com o desenvolvedor e veja como ele consegue deixar as páginas mais rápidas e leves;
  • otimize as imagens. Se elas não ajudam na conversão e engajamento, tire as do site. Se ajudam, reduza o tamanho delas;
  • contrate um bom servidor de hospedagem. Latência do servidor é crucial para uma boa performance;
  • melhore a versão no celular. Se for o caso, cogite usar AMP. Se não for, pegue o seu celular e acesse o site. É fácil de ler? De navegar? Melhore isso;
  • tenha uma navegação clara: o usuário consegue entender o que você oferece e menos de 3 segundos? E a partir daí ele consegue encontrar o que procura?

Sem oferecer uma boa experiência, seu site nunca conseguirá ranquear na primeira página.

Faça melhorias constantes

O Google Analytics e Google Search Console oferece diversos dados para você medir a sua performance.

Além das visitas em si, é possível ver os conteúdos com mais tráfego, mais conversões e também dados cruciais como tempo na página e taxa de rejeição.

Use esses dados para melhorar constantemente. Lembre-se que o Google não está parado. Ele vai cada vez mais focar no usuário. Então você também precisa manter essa melhoria.

Considere também uma ferramenta de auditoria. Aqui nós utilizamos o SEMRush.

E logo de cara já identificamos um bocado de coisas a corrigir. E seguimos o fluxo de ir melhorando pouco a pouco:

Auditoria site Flammo (SEMRush)

Ainda assim, nosso site não está ideal. Estamos trabalhando nisso. Mas já demos o pontapé inicial. E você precisa dar também.

Considere o SEMRush, Screaming Frog, Ahrefs, Google Search Console e outras ferramentas. Audite o seu site. E estabeleça a rotina de melhorá-lo sempre.

4. Revisão de conteúdo

Felizmente, nós optamos logo cedo por investir em conteúdo.

E devemos muito à Rock Content por nos apoiar e abrir os olhos para a relevância desse investimento.

No entanto, cometemos um erro que muitas empresas ainda mostram ao começar a produzir textos.

Apesar de todo o expertise da Rock, nós não brifamos direito qual conteúdo precisaríamos, e principalmente não monitoramos a performance dos materiais após a publicação.

O copo meio cheio? Fizemos um blog no início de 2015 e tínhamos textos semanais. É um começo. Mas não pode parar por aí.

Logo que reposicionamos, percebemos que nosso blog tinha um bom volume de conteúdos publicados:

Total de conteúdos publicados - site Flammo

Sim, eram 347 textos. Um volume bom.

Só que você deve ter notado na imagem que hoje quase metade deles são rascunhos.

Porquê? Porque nós revisamos e vimos que grande parte desses textos tinham uma série de problemas:

  • conteúdos curtos;
  • conteúdos superficiais;
  • conteúdos fora do foco (após o reposicionamento);
  • conteúdos muito parecidos;
  • conteúdos com foco na mesma palavra-chave;
  • conteúdos defasados.

Em suma, muito do que estava publicado no nosso blog era irrelevante só de olhar.

Mas para decidir o que fazer com cada texto, era necessário olhar os números.

Documentando os conteúdos

A lógica é muito simples: precisávamos documentar pontos críticos de cada material para análise:

  • volume de busca (via SEMRush);
  • cliques (via Google Search Console);
  • impressões (via Google Search Console);
  • CTR (via Google Search Console);
  • posição na busca (via SEMRush).

Então criamos essa planilha no Google Drive para atualizar constantemente:

Planilha de revisão de conteúdos - Flammo

Com esses dados, conseguiríamos definir o que fazer com cada texto:

  • descartar/marcar como rascunho;
  • redirecionar;
  • mesclar;
  • estender/enriquecer.

Revisando o conteúdo

De imediato, pudemos realizar diversas ações para ampliar nossa autoridade frente aos usuários e ao Google.

Isso porque deixamos de ter conteúdos irrelevantes e que não geravam valor.

Basicamente, as ações que fizemos foram:

  • conteúdos fora do foco, defasados ou superficiais e sem tráfego: descartar;
  • conteúdos fora do foco, defasados ou superficiais mas com tráfego: estender/enriquecer;
  • conteúdos similares ou com o mesmo foco: mesclar ou redirecionar.

O resultado prático é o que você viu. Mais da metade dos conteúdos marcados como rascunho, por terem sido descartados, redirecionados ou mesclados.

Os demais nós estendemos e enriquecemos.

Com isso, grande parte da nossa planilha mostra materiais com os status abaixo:

Planilha conteúdos descartados - Flammo

Sim, eu sei o que você está pensando. Dinheiro jogado fora. E isso faz sentido.

Vamos considerar que cada texto que tínhamos no blog nos custou R$ 100,00:

  • total de textos: 347;
  • custo total dos textos: R$ 34.700,00;
  • textos descartados: 169;
  • total de verba descartada: R$ 16.900,00.

Sim, dinheiro que investimos e que jogamos fora.

Mas aqui eu convido o raciocínio:

  • vale a pena manter um texto irrelevante no seu site só porque você pagou por ele?
  • o que o usuário vai pensar se encontra um material bacana nas suas páginas, mas junto a ele vê vários outros sem valor? Qual o custo dessa inconsistência?
  • como o Google vai saber se você é autoridade em um assunto se a sua qualidade de conteúdo oscila entre o ótimo e o péssimo?

Permita-me repetir a imagem do começo do texto:

Nós jogamos fora metade dos nossos textos e aumentamos nosso tráfego em 215%.

E não só isso. Aumentamos o volume de leads e oportunidades. E de vendas.

Então, se você está receoso em jogar esse “investimento” fora, coragem. Foque na performance.

Conteúdo ruim não vai ajudar o seu site em nada.

5. Otimização de conteúdo (constante)

Certo, então nós fizemos um belo esforço pontual em adequar e melhorar o conteúdo das nossas páginas, visando, obviamente, aumentar o tráfego orgânico.

Alocação pontual e finita, correto?

Errado. Aqui a lógica não é diferente da otimização do site.

Não adianta fazer uma vez só.

Principalmente, porque, como você sabe, qualquer ação de marketing é tentativa e erro. Lógica de teste a/b.

Sua empresa executa e depois mede. Deu certo? Replique. Deu errado? Descarte.

Ou seja, olhe o seu Google Search Console:

Google Search Console - site Flammo

Acessando esse relatório, você consegue informações críticas sobre os seus textos:

  • cliques orgânicos;
  • impressões orgânicas;
  • CTR (taxa de clique);
  • posição média.

E não pára por aí. Usando o SEMRush, você também consegue monitorar a posição das suas palavras-chave estratégicas (e a suas páginas que estão ranqueando para elas):

Palavras ranqueando na busca site Flammo - SEMRush

Insights desse relatório:

  • posição do seu conteúdo;
  • página que está ranqueado para a palavra-chave
  • featured ou rich snippets conquistados;
  • variação da posição na busca.

Esses dados são críticos para que a sua otimização de conteúdo gere de fato um aumento no tráfego orgânico.

Mensurando o conteúdo

Vamos dizer que você fez as adequações que discutimos:

Você usou o seu expertise e fez isso tudo.

Mas e o retorno? Como você vai saber se isso ajudou se não medir o resultado?

Reiterando o que pontuamos, você precisa medir dados críticos de cada material:

  • cliques;
  • impressões;
  • taxa de clique;
  • posição na busca.

Esses fatores indicam se é necessário otimizar o conteúdo ou não.

E, após a simples limpeza/revisão pontual, você precisa começar a realizar intervenções mais cirúrgicas, baseadas nos dados que seu site está mostrando:

  • mudança do título;
  • revisão de H1, H2 e afins;
  • adequação da Meta tag description;
  • inclusão de vídeos e imagens;
  • uso de sinônimos da palavra-chave foco no texto;
  • presença da palavra-chave foco na url, título e description;
  • redução e contextualização da url;
  • dentre outros.

Um exemplo simples? O texto abaixo (que ainda precisamos melhorar), foi publicado no nosso blog em março de 2017.

Conteúdo otimizado - site Flammo

Como ele era muito curto e raso (e ainda precisa ser enriquecido mais), nós fizemos alguns ajustes rápidos:

Simplificamos a url:

Conteúdo otimizado - simplificação de URL

Incluímos um vídeo:

Conteúdo otimizado - inclusão de vídeo

Além disso, também reduzimos o tamanho dos parágrafos e melhoramos o título.

O resultado fazendo só isso? Veja a evolução do ranking:

Conteúdo otimizado - evolução na busca

Saímos da 25a posição para a 6a. Ou seja, da terceira página para a primeira. Nada mal, não é?

E o texto ainda não está ideal. Ele precisa ser estendido, melhorado.

O ponto aqui é que esses dados mostram a importância da otimização constante.

Medir cliques, impressões, ctr, posição na busca.

E usar esses dados para melhorar seus textos mensalmente e conseguir atrair mais visitas orgânicas para o seu conteúdo.

6. Produção de conteúdo

No nosso caso, acredito que deu pra ficar claro que partimos de um contexto favorável onde havia muito conteúdo.

E isso certamente nos ajudou, pois já existia matéria prima para ser trabalhada.

No entanto, somente ter conteúdo antigo ou defasado não deve simplificar a sua vida, onde sua empresa simplesmente focaria em melhorar e/ou descartar esses materiais.

É necessário manter a produção de novo conteúdo.

E isso pode ser justificado por alguns fatores:

  • responder outras dúvidas dos usuários (atrair mais tráfego);
  • manter-se relevante ao longo do tempo;
  • mostrar ao Google que você atualiza seu site com frequência (freshness).

Responder outras dúvidas dos usuários

No nosso caso, quando iniciamos o reposicionamento, o nosso cenário de conteúdo e palavras-chave era outro.

E naquele contexto, nós não tínhamos materiais ranqueando para alguns termos que seriam estratégicos, tais como:

  • orçamento SEO;
  • seo e conteúdo;
  • novo site SEO;
  • SEO e inbound marketing;
  • resultados com SEO;
  • etc, etc.

Hoje, como você já viu, nós temos e já ranqueamos:

Conteúdos ranqueados - site Flammo

Ou seja, naquela época, nós não tínhamos essas respostas.

O volume de busca e o interesse existia, mas nosso site não oferecia conteúdo para aproveitar essas buscas.

Ainda assim, nós já tínhamos o expertise. E conseguiríamos produzir tais textos.

A lógica então é muito simples. Se você é especialista em uma área e as pessoas têm dúvidas sobre ela, existe volume de busca.

E se sua empresa não produz textos focados nessas buscas, toda a oportunidade de conquistar tráfego orgânico é desperdiçada.

Então, nenhum segredo aqui:

  • reveja sua persona;
  • entenda as dores e objetivos;
  • documente as perguntas;
  • confira o volume de busca no Google Trends;
  • produza conteúdo;
  • otimize o conteúdo (como falamos no último tópico).

Manter-se relevante

Você já deve ter visto que muitos resultados de busca são exibidos com datas:

Data na página de resultados de busca

O motivo disso é bem óbvio: como o Google quer ajudar o usuário, ele oferece a data da publicação ou atualização em alguns contextos.

Isso é muito relevante em mercados onde existe muita inovação e mudanças ao longo dos anos (o que acontece na maioria dos segmentos).

Se você postou um texto 5 anos atrás, acho difícil que ele ainda seja relevante hoje dia, não é?

E não só isso, certamente com o tempo o seu consumidor evoluiu, o seu produto mudou e consequentemente as dúvidas, dores, e questionamentos também se alteraram.

Como se atualizar? Fazendo novo conteúdo.

Vale ressaltar que a indicação aqui não é ficar na crista da onda. Tentar aproveitar novidades não validadas.

O importante é manter contato com o seu cliente. Não deixar de entender como o comportamento dele está mudando e como sua empresa pode ajudar ainda mais.

Atualização frequente (freshness)

Se inglês não é problema para você, vale a pena dar uma olhada nesse vídeo que o Matt Cutts (antigo engenheiro do Google) gravou vários anos atrás:

Embora o vídeo seja um pouco antigo, o que o Matt disse não mudou muito.

Em resumo, o que ele diz é que se o dia a dia é importante para o seu negócio (ex: você é um portal de notícias), sim, a atualização frequente é necessária.

Agora, se isso não é verdade, ter conteúdo novo ajuda sim, até pelos dois motivos que citamos aqui.

Mas ele deixa claro que não vale a pena ficar fazendo pequenos ajustes nos seus textos ou mudar a data para tentar mostrar que você atualiza e/ou publica com frequência.

A mesma lógica se aplica a postar materiais todo dia mas com baixa qualidade.

Tente manter a recorrência sem perder a relevância.

Rotina de produção de conteúdo

Tanto no projeto da Flammo quanto nos dos nossos clientes, a premissa é a mesma:

  • “Mais qualidade do que quantidade”.

Ou seja, se não conseguirmos produzir mais de 2 textos por semana sendo relevantes, únicos e diferenciados, então não vamos passar desse limite.

Ainda assim, nossa sugestão é publicar pelo menos 2 vezes por semana.

Então, considere alternativas:

Se você for produzir internamente:

  • certifique-se que você (ou o responsável) terá expertise, tempo e autonomia para produzir;
  • lembre-se que, além da qualidade, é necessário manter a constância de produção;
  • então, se sua empresa for interromper o produtor de conteúdo com outras demandas, certamente vai dar errada essa opção.

Se você for terceirizar;

  • faça um briefing adequado com o fornecedor de conteúdo ou redator;
  • detalhe bem sua persona e as dores dela;
  • detalhe também a sua solução e a relação com as dores da persona;
  • acompanhe e valide de perto os materiais;
  • não tenha medo de mudar o foco. Monitore e veja se os conteúdos estão performando adequadamente.

O conteúdo são as respostas que você pode oferecer para as buscas feitas pelas pessoas.

Se você tiver as melhores respostas, acredite, o Google vai gostar do seu site. E vai te mostrar na primeira página.

Então, revise, otimize e produza conteúdo. Assim o volume de tráfego orgânico só tende a crescer.

7. Monitoramento recorrente

Monitoramento recorrente

De fato, os resultados de SEO não vêm do dia para noite.

Então a maioria das ações feitas para melhorar posições e conquistar tráfego, seja orientada à melhorar o site, gerir o conteúdo ou conquistar backlinks, levará algumas semanas (ou meses) para trazer novos números).

Ainda assim, não há como fugir da necessidade de mensuração.

Afinal, não existe outra forma de se certificar se as tarefas de busca orgânica estão trazendo resultados, e, principalmente, definir novos caminhos de ação.

Mas esse processo também não precisa ser muito oneroso. De forma simples, aqui seguimos duas rotinas:

Monitoramento diário

Aqui o objetivo básico é acompanhar as tendências dos principais indicadores.

Na prática, ver se algum número teve uma variação fora do normal, e, se necessário, investigar mais a fundo.

Basicamente, fazer as checagens:

  • Google Search Console: cliques, impressões e CTR da última data disponível;
  • Google Analytics: total de tráfego no mês vigente x mesmo período do mês anterior;
  • SEMRush: variação das posições das palavras-chave estratégias.

Esse acompanhamento é mais rotineiro e visa consolidar os dados em um período maior.

Mas via de regra, ele não é acompanhado por nenhuma execução de SEO.

Monitoramento pré-otimização (semanal)

Semanalmente (pelo menos 3 vezes por semana), nós dedicamos tempo para otimizar o conteúdo e também fazer correções no site.

O que é feito:

  • otimização de títulos;
  • otimização de meta tag description;
  • revisão de H1, H2 e afins;
  • adequação da URL;
  • descarte, mesclagem e redirecionamento de conteúdo (quando necessário);
  • enriquecimento dos textos (vídeos, imagens, extensão);
  • correções no código;
  • adequações simples de interface;
  • otimizações de performance.

Como você deve imaginar, não há como fazer nada disso sem saber a performance dos materiais.

Sendo assim, antes de começar a colocar a mão na massa, precisamos analisar alguns números:

  • tráfego dos conteúdos;
  • variação de posição na busca;
  • indexação e ranqueamento do texto;
  • impressões do termo de busca;
  • taxa de clique;
  • tendência de volume de busca (Google Trends);
  • resultados atuais para a palavra-chave (outros sites que ranqueiam na frente);
  • taxa de conversão dos conteúdos;
  • latência do servidor;
  • índice de erros do site;
  • velocidade de carregamento;
  • adequação da versão responsiva.

Só depois de olhar esses dados é que começamos a melhorar nossas páginas.

Se isso não é feito, é o mesmo que tentarmos atravessar uma rua usando uma foto da mesma de 10 segundos atrás.

Tem jeito? Tem. Mas a chance de dar errado é enorme.

Monitoramento mensal

A rotina mensal é mais objetiva, e envolve basicamente consolidar os resultados totais do mês.

Aqui olhamos para poucos indicadores:

  • tráfego orgânico total;
  • impressões orgânicas totais;
  • leads orgânicos;
  • oportunidades orgânicas;
  • vendas orgânicas.

A partir desses dados, podemos definir tendências mais abrangentes e rever nosso plano de ação, se necessário:

  • revisão da frequência de produção e otimização de conteúdo;
  • metas futuras de tráfego, leads, oportunidades e vendas;
  • consideração de estratégias complementares (mídia paga, promoção de conteúdo, email, etc).

Em suma, monitorando mensalmente é onde sabemos se todo o esforço de SEO está aumentando o tráfego orgânico.

E até agora, sim, ele está.

Resultados obtidos

Resultados obtidos

Como começamos com esse tópico, acredito que já ficou claro o retorno que conseguimos ter focando em aumentar o tráfego orgânico.

E se você não se lembra:

  • 215% de aumento nas visitas geradas na busca orgânica;
  • 6 vezes mais leads;
  • quase 4 vezes mais oportunidades;
  • ROI positivo.

Mas o resultado intangível, o famoso “não tem preço” que tivemos e que queremos que você tenha também foi um só:

  • aumento da nossa autoridade.

Considere o seguinte:

  • as empresas têm problemas com SEO e/ou busca orgânica;
  • elas pesquisam sobre isso no Google;
  • e elas encontram os nossos conteúdos (nas posições não pagas, não nos anúncios).

O que isso significa?

O Google endossa o nosso conteúdo. Recomenda ele. Mostra para o usuário que sim, nós temos essa resposta.

Pense um pouco nisso. Lembre do pastel. Você, o seu negócio, tem o melhor pastel.

Mas alguém busca por esse produto no Google, a sua lanchonete não aparece.

Qual a conclusão? O Google não te recomenda. Você não tem autoridade. Seu negócio pode ter o melhor pastel, mas as buscas não refletem isso.

Esse é o resultado robusto. Além de gerar negócios sem ter que anunciar, você constrói a sua marca. Agregando valor à sua reputação.

Você não acha que isso tem valor?

O que falta fazer?

O que falta fazer?

Falta muito. Feliz ou infelizmente.

Na verdade, é bem mais felizmente.

Porque sabemos o potencial. Sabemos o quanto estamos no começo.

E eu especularia que, no seu segmento, que não é focado em buscas, a oportunidade é ainda maior.

Em suma, ainda vamos começar a trabalhar em frentes de alto retorno dentro da seara de SEO:

  • uso de vídeos;
  • Schema Markup;
  • AMP;
  • rotinas de backlinks;
  • conteúdos com estrutura e layout diferenciados;
  • etc, etc.

A lista técnica é enorme. Mas o objetivo é um só.

Seguir ajudando o usuário. Oferecendo a melhor resposta. A melhor experiência. E conquistando mais links e mais reputação.

Não temos dúvidas que esse foco irá nos valorizar junto ao Google (como aconteceu até agora). E que com isso teremos mais tráfego orgânico.

Independente das novidades, o que vamos fazer é manter a consistência. Que é o ponto fraco da maioria dos projetos quando falamos de SEO.

Agora é hora de aumentar o seu tráfego

Espero que tudo que falamos tenha deixado claro como um bom trabalho de SEO pode ajudar o seu negócio.

Trazendo, naturalmente, mais visitas orgânicas, leads, oportunidades e vendas.

Ou seja, mais receita.

E, em paralelo, construir a sua autoridade no ambiente digital. Algo intangível, mas de valor imensurável.

E o mais importante: não é ciência nuclear. Não é coisa de outro mundo. Não é inacessível para nenhum a empresa.

Começar fazendo um site simples e rápido. E produzir e otimizar conteúdo com frequência e qualidade.

Não é complexo. É simples. Mas é difícil. Porque demanda comprometimento, tempo e persistência.

Disso são feitos os resultados extraordinários. Pense um pouco:

  • alguma empresa construiu sua reputação em menos de 2 anos?
  • algum atleta chegou ao topo sem dedicar mais de 5 anos?
  • algum profissional se consolidou com uma carreira de menos de 3 anos?

E se você prefere o reforço negativo, tudo bem.

Aqui foram 5 meses. Mas nós recomendamos 12 meses. Seria um ano de investimento em site, conteúdo e links externos. É bastante dinheiro. É muito custo.

Agora, eu pergunto: “mas qual o custo de você não fazer nada?”

Você tem outras idéias para aumentar o tráfego orgânico?

O que achou da nossa experiência? Deixe a sua aqui nos comentários!

E não deixe de comentar caso tenha dificuldades para pensarmos em novos conteúdos de SEO!

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